Washington se reúne para despedida de McCain, com exceção de Trump

Quando os líderes políticos de Washington se reunirem nesta sexta-feira no Capitólio para lembrar o senador John McCain, que morreu no fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá viajado para um de seus clubes de golfe particulares para um evento de arrecadação.

Em uma semana de eventos solenes que marcaram a morte de McCain, Trump esteve e estará ausente da capital, um reflexo da animosidade entre os dois homens que perdurou até depois da morte do senador do Arizona, no sábado, de câncer cerebral.

Trump tampouco comparecerá ao serviço de sábado na Catedral Nacional de Washington, durante o qual o ex-presidente Barack Obama, o democrata que derrotou McCain na eleição presidencial de 2008, e o ex-presidente republicano George W. Bush prestarão homenagem a McCain.

Tradicionalmente presidentes norte-americanos no cargo “servem como uma fonte de consolo e conforto” ao país em momentos de perda e tragédia, disse Julian Zelizer, historiador da Universidade Princeton.

O relacionamento Trump-McCain deixou pouco espaço para isso. Em 2015, não muito depois de Trump iniciar sua campanha presidencial, McCain criticou a retórica linha-dura do então pré-candidato sobre a imigração ilegal, acusando-o de “incentivar os malucos”.

Trump reagiu, dizendo sobre os cinco anos e meio de McCain como prisioneiro de guerra no Vietnã: “Ele foi um herói de guerra porque foi capturado. Gosto de pessoas que não foram capturadas”. Trump recebeu cinco adiamentos que o livraram do serviço militar.

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