Paraguai expulsa narcotraficante brasileiro

Foi expulso neta segunda feira (19), o narcotraficante brasileiro Marcelo Pinheiro, que estava preso no Paraguai. Segundo informações das autoridades paraguaias, o criminoso foi enviado para o Brasil, após ter assassinado uma mulher que o visitava em sua cela.

Conhecido como Marcelo “Piloto”, o traficante foi entregue pelas autoridades paraguaias à Polícia Federal brasileira e já se encontra recluso no presídio federal de Catanduvas, uma unidade de segurança máxima, situada a 190 km da cidade fronteiriça de Foz do Iguaçu, informou a PF em um comunicado.

Pinheiro matou no sábado com várias facadas uma jovem paraguaia de 18 anos que o visitava em sua cela na sede da Força de Operações da Polícia Especializada (FOPE) em Assunção. Segundo as autoridades paraguaias, ele cometeu o crime para gerar um novo processo contra ele e, assim, adiar sua extradição, que havia sido solicitada pelo Brasil.

“Decidi expulsá-lo do Paraguai. Nosso país não será terra de impunidade para ninguém”, tuitou mais cedo o presidente paraguaio Mario Abdo.

Pinheiro é considerado um dos líderes do Comando Vermelho (CV) e um importante fornecedor de drogas e armas para a facção.

Segundo o Ministério da Justiça, com a expulsão, o pedido de extradição perde sentido e Marcelo Pinheiro “pode responder no Brasil pelo crime cometido no Paraguai”. O caso ficará nas mãos da Polícia Federal brasileira.

Depois do assassinato cometido pelo traficante em terras paraguaias, o presidente Abdo depôs seu chefe de segurança e anunciou uma reestrutura da cúpula policial. O Paraguai é frequentemente usado por facções criminosas brasileiras como rota de fuga e tráfico de drogas e armas.

Pinheiro foi detido no Paraguai em dezembro de 2017 em uma operação conjunta entre agentes paraguaios, brasileiros e americanos. Ele estava foragido desde 2007, quando foi beneficiado com um regime de prisão semi-aberto após passar uma década na prisão, mas descumpriu o benefício.

Em 2012, fugiu para o Paraguai e desde que foi capturado no país, tentou vários planos de fuga, o último em outubro deste ano, quando três supostos traficantes do Comando Vermelho foram mortos pela Polícia paraguaia, que encontrou um carro-bomba com o que supostamente tentariam resgatá-lo.

“Nós temos códigos e isso se respeita até a morte. Sou um comerciante ilícito. Vendo armas, drogas, mas não sou terrorista. É uma mentira”, defendeu-se Pinheiro em coletiva de imprensa após ser acusado de tramar sua fuga.

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