Jovem com deformação facial tenta superar preconceito

Um jovem de 25 anos, que nasceu com uma marca de nascença chamada de malformação venosa causada por uma reunião de veias extras em uma área do corpo, sofreu com os garotos da escola que o chamavam de “cara de salsicha”.

Rory foi incapaz de aceitar sua condição por anos.

O problema afetou seu lábio superior e bochecha direita e teve que passar por muitas cirurgias para fazê-lo parecer o mais “normal” possível.

Rory teve sua primeira operação aos quatro anos de idade para remover a marca, mas ela voltou a crescer, o que significa que ele precisou fazer cirurgias subsequentes. Embora a marca esteja menos proeminente do que antes, o jovem ainda recebe olhares e comentários preconceituosos das pessoas.

Mas ele decidiu aceitar sua diferença e agora trabalha com a Changing Faces, um grupo que visa apoiar e representar crianças e adultos que têm uma diferença visível no rosto, nas mãos ou no corpo.

Agora, como ativista, ele destaca que qualquer pessoa que tenha diferenças em seu corpo que esteja sujeita a qualquer tipo de preconceito ou abuso deve denunciar o caso como um crime de ódio.  “Foi muito difícil durante o meu crescimento, devido às reações das pessoas na escola e em público”, disse Rory. “As pessoas olhavam e riam de mim, as pessoas falavam de mim, as pessoas me chamavam de nomes como ‘cara de salsicha’ e faziam comentários cruéis diretamente na minha cara. Muitas vezes eu fiquei sem brincar porque outras crianças não queriam que eu me envolvesse porque parecia ‘diferente’. Foi tudo muito difícil e isso me prendeu e afetou a minha saúde mental severamente”, disse.

Ele acrescenta que as pessoas também lhe disseram e sugeriram que ele não faria e não poderia fazer certas coisas por causa da sua aparência e isso “realmente afetou a sua autoconfiança”.

Quando ele tinha 17 anos de idade e estava prestes a ir para a sua primeira operação depois dos quatro anos, ele lembra-se de pensar que se tudo desse certo seria ótimo. “Mas se eu morresse devido a complicações, todo o preconceito e adversidade que eu sentia terminariam”, continua.

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