Embaixada do Brasil em Israel será transferida de Tel Aviv para Jerusalém

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou hoje (1°) ao jornal “Israel Hayom” que transferirá a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. Ele também adotou uma postura dura com a Palestina, dizendo que não a reconhece como um país.

Essa foi uma promessa de campanha do presidente eleito de transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, na esteira da decisão dos Estados Unidos e da Guatemala.

“Como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos”, disse Bolsonaro.

Em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira em sua residência no Rio de Janeiro, Bolsonaro disse: “Temos respeito com o povo de Israel e o povo árabe. Não queremos criar problemas com ninguém. Queremos fazer comércio com o mundo todo, buscar vias pacíficas pra resolver problemas. Não queremos criar poeira para resolver problemas”.

Perguntado sobre o tema em entrevista ao jornal israelense, Bolsonaro respondeu: “Quando me perguntavam, durante a campanha, se faria isso quando fosse presidente, eu respondia ‘Sim, são vocês que decidem qual é a capital de Israel, não as outras nações'”.

Especialistas afirmam que a concretização dessa promessa poderá provocar represálias comerciais de países árabes, que são mercados importantes para as carnes brasileiras.

Israel considera toda a cidade de Jerusalém como sua capital, enquanto os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado.

O presidente Donald Trump rompeu em dezembro de 2017 com décadas de diplomacia ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Desde então, o presidente palestino, Mahmud Abbas, pôs fim a todas as relações com o governo Trump.

Outra questão levantada pelo periódico israelense é se se pretende mudar o status da Embaixada da Palestina em Brasília, ele respondeu: “Essa embaixada palestina sairia dali. A Palestina é país? Nada contra o povo palestino. Quando estive em Israel, conversei com muitos palestinos, porque trabalham, ganham quatro vezes mais do lado de cá. Palestina não é um país”.

 

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