Donald Trump demite responsável pela segurança interna dos Estados Unidos

O presidente Donald Trump demitiu a mulher responsável pela segurança interna dos Estados Unidos. Kirstjen Nielsen foi o braço pesado da política migratória de Donald Trump.

Nos 16 meses em que ela esteve no cargo, os militares foram para a fronteira com o México, e a polícia jogou gás lacrimogênio contra os imigrantes. O número de detidos aumentou – só em março foram 100 mil, o maior em uma década – e crianças foram separadas dos pais ao entrarem nos Estados Unidos.

Mas, para Trump, ela não foi dura o bastante.

A imprensa americana afirma que Trump queria que Nielsen impedisse os imigrantes de pedirem asilo, o que é contra a lei. E que voltasse a separar as crianças dos pais na fronteira, o que a secretária teria se negado a fazer.

Em 2018, quando a política foi posta em prática, imagens de crianças em gaiolas, mandadas para abrigos longe dos pais, despertaram reações mundo afora e o governo foi obrigado pela Justiça a voltar atrás. Mas muitas famílias ainda continuam separadas.

Nielsen foi alvo de críticas, virou o símbolo da política migratória de tolerância zero e os opositores pediram a saída dela.

Ela ficou até domingo (7), quando, a pedido de Trump, entregou sua renúncia. Menos de 24 horas depois da saída de Nielsen, Trump demitiu também o diretor do Serviço Secreto, Randolph Alles. Ele era subordinado a Nielsen no Departamento de Segurança Interna.

Trump tem feito da política migratória sua maior batalha e também uma ferramenta de propaganda. Desde a construção do muro, que era uma promessa de campanha, até mais recentemente a ameaça de fechar a fronteira com o México. Agora, com as demissões, os analistas avaliam que ele está querendo endurecer ainda essa política, já de olho na eleição de 2020.

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