Cinco negros enforcados em árvores nos EUA… não parece suicídio

No período de 17 dias, cinco homens negros foram encontrados enforcados e pendurados em árvores nos Estados Unidos. No dia 31 de maio, Malcolm Harsch, de 38 anos, foi encontrado enforcado na Califórnia. Em 9 de junho, Dominique Alexander, de 27 anos, em Nova Iorque. Em 10 de Junho, Robert Fuller, 24 anos, na Califórnia. Um homem latino, em 15 de junho, enforcado em Houston, estado do Texas. Por fim, em 16 de junho, um adolescente negro também em Houston.

O governo ordenou que as ocorrências fossem registradas como suicídio, sem determinar qualquer investigação prévia para ver o que, de fato, ocorreu. Os casos chamam a atenção, na medida em que as tensões raciais se elevaram após a morte de George Floyd em Mineápolis e o levantamento popular que se seguiu por todo o país.

O enforcamento de negros em árvores era utilizada pela organização de extrema-direita Ku Klux Klan (KKK) como uma forma de ameaçar e intimidar a comunidade negra nos Estados Unidos. Durante os séculos XIX e XX, ocorreram inúmeros casos de linchamento de lideranças negras pela KKK e execuções extrajudiciais. A organização fascista destacou-se na luta contra os direitos políticos e civis dos negros, com especial vigor no Sul.

Dias antes de morrer, Robert Fuller tinha comparecido a um protesto do movimento Vidas Negras Importam (Black Liver Matter), de acordo com informações do jornal Los Angeles Times.

O advogado da família de Robert questionou: “Para os afroamericanos, enforcar e pendurar em uma árvore é um linchamento. Por que foi descaradamente registrado como suicídio e não investigado como assassinato?”

É muito suspeito que o governo determine o registro automático dos casos sem qualquer investigação e apuração dos fatos. Os enforcamentos podem ser resultado da ação da extrema-direita americana, que há tempos tem se chocado nas ruas com os militantes do movimento negro. As milícias fascistas armadas e o aparato policial, infestado de supremacistas, se chocaram violentamente contra os protestos relacionados com a morte de George Floyd e procuraram impor a desmobilização pelo terror.

Em 2017, houve confrontos na cidade de Charlotesville (estado da Virgínia) entre os militantes de esquerda e do movimento negro contra a extrema-direita fascista e supremacista americana. O motivo foi a questão da derrubada do monumento ao general confederado Robert Edward Lee, que comandou os exércitos a favor da escravidão durante a guerra da secessão. O movimento negro era a favor da retirada, enquanto os fascistas buscavam que a estátua fosse mantida. O confronto físico aconteceu nas ruas e resultou na morte de uma ativista atropelada por um supremacista branco.

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