Após 40 anos preso, homem que matou matar ex-namorada tem liberdade condicional negada

Quase 40 anos depois, George MacNeill foi sentenciado a prisão perpétua por matar sua ex-namorada por estrangulamento em Lynn (Massachusetts). Na época a jovem tinha apenas 15 anos de idade. Ele teve a liberdade condicional negada, de acordo com o escritório do Procurador do Condado de Essex.

MacNeil, que tinha 16 anos na época, foi condenado por estrangular Bonnie Sue Mitchell, em 1983, dentro de um banheiro no Pine Grove Cemetery, em Lynn.

“Quando ouvi as palavras ‘liberdade condicional negada’, fiquei aliviada”, disse May Hitaj, sobrinha de Bonnie. “Eu tinha apenas seis anos quando isso aconteceu, mas ela era a pessoa mais importante da minha vida”.

Embora MacNeil tenha sido condenado à prisão perpétua sem liberdade condicional, ele se qualificou para ela em 2013, quando o Supremo Tribunal Judicial de Massachusetts determinou que os jovens não poderiam ser condenados como adultos.

Em uma audiência realizada na semana passada, MacNeil disse ao Conselho que não tinha certeza se usou uma corda ou uma coleira de cachorro para estrangular a jovem. Mas depois disso, ele usou uma corda para amarrar o corpo dela no banheiro. Ele então se gabou do assassinato para amigos, segundo documentos do tribunal.

Quando eles não acreditaram nele, o jovem os levou para a cena do crime, onde cutucou o corpo dela no chão do banheiro. Mais tarde, ele confessou o assassinato à polícia na presença de seu avô.

MacNeill, que balançava em sua cadeira enquanto testemunhava perante o conselho de sete membros da liberdade condicional, disse que tinha pouca memória do assassinato. Mas durante o julgamento, sua equipe de defesa argumentou que ele a matou para proteger sua namorada grávida, Tracy Mullarkey, então com 14 anos, alegando que Mitchell a espancara.

Durante a audiência de liberdade condicional, os membros do conselho pediram a MacNeill que descrevesse seu tempo na prisão. Ele lhes disse que passou anos em tratamento no Old Colony Correctional Center, um centro de saúde mental de segurança média em Bridgewater, bem como no Hospital Estadual de Bridgewater. Além disso, ele participa de grupos de apoio à saúde mental na prisão e toma medicamentos prescritos para ansiedade e depressão.

Durante seus anos na prisão, MacNeill disse que recebeu seu GED ( Desenvolvimento Educacional Geral) e fez um curso de veterinária. Se estivesse em liberdade condicional, ele planejava continuar a terapia e se reconectar com sua família.

Questionado se ele entendeu suas ações no assassinato da adolescente, MacNeill respondeu “Sim”. Ele acrescentou que se sente “horrível” e que há 38 anos e até hoje não entende porque fez isso. “Não há razão para que isso tenha acontecido”, disse ele.

A libertação de MacNeill foi apoiada pelo padrasto da vítima. Mas foi contra a opinião de Hitaj e dois irmãos e uma irmã de Bonnie. A Procuradora-adjunta do Condado de Essex, Kristen Buxton, também testemunhou contra a liberdade condicional.

Em sua decisão, o painel de sete membros determinou que MacNeill, agora com 53 anos, “ainda não foi reabilitado e sua libertação é incompatível com o bem-estar da sociedade”.

O conselho reconsiderará sua liberdade condicional em 2022.

Mas Hitaj disse que ela e sua família temem ver MacNeill novamente em três anos. “Saber que em três anos temos que passar por isso novamente me deixa com raiva”, disse ela.

“Quando ele foi condenado à prisão perpétua, sem liberdade condicional, pensamos que tudo tinha acabado”, continuou. “Mas agora é um pesadelo que se repetirá toda vez que ele aparecer para uma audiência de liberdade condicional”, finalizou.

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