Americano que ajudou brasileiro a fugir do Japão é preso em Massachusetts

Décadas antes de uma câmera de segurança capturar Michael Taylor saindo de um jato que levava um dos fugitivos mais procurados do mundo, o ex-Boina Verde já tinha uma reputação por assumir tarefas arriscadas.

Ele já foi contratado por pais para resgatar crianças sequestradas, atuou disfarçado para o FBI para pegar uma gangue de drogas em Massachusetts, trabalhou como empreiteiro militar no Iraque e no Afeganistão, uma tarefa que o levou a uma prisão de Utah em um caso federal de fraude.

Então, quando Taylor foi vinculado à fuga que ocorreu em dezembro, do ex-CEO da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, do Japão, onde o executivo aguardava julgamento por acusações de má conduta financeira, alguns membros dos círculos militar e jurídico dos EUA imediatamente reconheceram o nome.

Taylor “se envolveu em situações nas quais a maioria das pessoas nunca pensaria, situações perigosas, mas pelos motivos certos”, disse Paul Kelly, um ex-promotor federal de Boston que conhece o consultor de segurança desde o início dos anos 90. “S eu fiquei surpreso ao ler a história de que ele pode estar envolvido no que aconteceu no Japão? Não. De jeito nenhum”.

Na quarta-feira, dia 20, depois de meses como fugitivos, Taylor, 59 anos, e o filho Peter, 27 anos, foram presos em Massachusetts, acusados de esconder o brasileiro em um caixa com buracos para circulação de ar e levá-lo para fora do Japão em um jato fretado. Os investigadores ainda procura George-Antoine Zayek, um colega libanês de Taylor.

Paul, agora atuando como advogado dos Taylors, disse que planeja contestar a solicitação de extradição para o Japão por várias razões legais e factuais. “Michael Taylor é um veterano e patriota distinto, e ele e seu filho merecem uma audiência completa e justa sobre essas questões”, disse o advogado em um email.

Alguns dos que conhecem Taylor dizem que ele é uma pessoa de julgamento questionável, com um histórico de problemas legais que remontam bem antes do caso de Utah. Outros o elogiam como patriota, mentor e homem de família dedicado, que regularmente se arrisca para resolver problemas de seus clientes, incluindo alguns com pouca capacidade de pagamento.

“Ele é o homem mais americano que eu conheço”, escreveu a assistente de Taylor, Barbara Auterio, a um juiz federal antes de sua sentença em 2015. “Sua música favorita é o hino nacional”.

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