Trump quer dificultar concessão de refúgio a imigrantes ilegais

Foi assinada pelo presidente Donald Trump, nesta sexta feira (9), uma ordem que impede a concessão de refúgio para os imigrantes que entrarem ilegalmente nos Estados Unidos. A ordem também suspende por 90 dias a entrada de imigrantes pela fronteira com o México. “As pessoas podem entrar, mas elas devem chegar pelos postos de entrada”, disse a repórteres antes de embarcar em uma viagem a Paris.

Publicado ontem pelo Departamento de Segurança Nacional (DHS), o decreto passa a valer depois da assinatura de Trump. Segundo a nova diretriz, Trump pode restringir a imigração ilegal “caso considere que isso está em consonância com o interesse nacional”.

Essa ordem foi assinada no momento em que milhares de centro-americanos caminham em caravana no México rumo à fronteira dos EUA. A caravana de imigrantes, que está na Cidade do México há quase uma semana, decidiu nesta sexta feira retomar a marcha a pé para o norte.

A prefeitura que os abrigou em um centro esportivo, disse que essa caravana é composta por mais de 5.500 imigrantes, em sua maioria hondurenhos, que saíram de seu país em 13 de outubro e que já percorreram mais de 1.500 km, grande parte a pé. Esse grupo é seguido por mais dois com cerca de 2.000 pessoas cada.

Milhares de militares já haviam sido enviados à fronteira sul pelo presidente americano, para impedir o ingresso desses imigrantes no país. Trump acredita que entre os migrantes haja membros de gangues, traficantes de drogas e até terroristas infiltrados.

O governo Trump afirma que tem a autoridade executiva para controlar a imigração no interesse da segurança nacional, um poder que invocou logo após assumir a presidência, quando assinou um decreto que proibia a entrada nos EUA de cidadãos de vários países de maioria muçulmana.

O decreto circulou por quase todo o sistema judicial americano e uma versão modificada foi finalmente validada no dia 26 de junho passado, pela Suprema Corte.

Modificado três vezes, o texto final declarava o fechamento da fronteira aos cidadãos de Iêmen, Síria, Líbia, Irã, Somália e Coreia do Norte, além de alguns funcionários da Venezuela, sob a alegação de falta de segurança e falta de cooperação com as autoridades dos Estados Unidos.

Organizações não-governamentais argumentam que o presidente não pode controlar a imigração, porque a lei americana diz que o pedido de refúgio é garantido a qualquer pessoa que entre no país, sem importar como.

A ACLU também se declarou contrária à medida: “A Lei americana permite especificamente aos indivíduos que peçam refúgio sem importar se estão ou não no ponto de entrada e é ilegal modificar isto mediante uma agência ou um decreto presidencial”.

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