O futuro de Trump poderá ser decidido nas eleições de meio de mandato

Donald Trump, enfrentará seu maior teste nesta terça-feira (6), com as eleições legislativas de meio de mandato. Elas podem marcar uma mudança no equilíbrio de forças no Congresso, hoje nas mãos do Partido Republicano.

Os 435 assentos da Câmara dos Representantes serão renovados pelos eleitores americanos, assim como um terço das 100 cadeiras do Senado e 36 governos estaduais, incluindo Califórnia, Nova York, Texas e Flórida.

As projeções do site “FiveThirtyEight”, do estatístico Nate Silver, indicam que o Partido Democrata tem 85,6% de chances de retomar o controle da Câmara, enquanto os republicanos têm o mesmo percentual de possibilidade de manter o comando do Senado, onde a maioria dos assentos em jogo é da legenda progressista.

A oposição está na expectativa de que os republicanos percam poder no Congresso, para que ela tenha chance de instaurar um processo de impeachment contra o presidente. Apesar de passados dois anos desde as eleições de 2016, os democratas ainda não aceitaram a derrota. Como não conseguiram vencer Trump através do voto, sonham com a chance de tirá-lo através de um impeachment.

A imprensa americana não vê a hora de depor o mais odiado ocupante da Casa Branca e faz coro com a oposição em relação à derrota de Trump, amanhã, nas eleições de meio de mandato. Pesquisa divulgada pela “CNN”, diz que sete em cada 10 eleitores dizem que seus votos serão contra Donald Trump.

Trump, por sua vez, se apoia na aquecida economia norte-americana para evitar uma derrota republicana nas urnas e endureceu o discurso nas últimas semanas, enviando milhares de militares para conter uma caravana de migrantes que está ameaçando invadir a fronteira entre Estados Unidos e México.

O chefe da Casa Branca também restabeleceu as sanções contra o Irã às vésperas das eleições e tem participado ativamente de comícios pelo país, assim como seu antecessor, o democrata Barack Obama, que diz ser mérito seu, o crescimento visto nos últimos meses, na economia.

Segundo o ex-presidente, as eleições de 2018 são as mais importantes de sua vida. Para os democratas, o pleito é uma oportunidade de se recuperar de derrota de 2016 e entrar com força na corrida pela Casa Branca de 2020.

É tradição na política americana que o partido que está no poder perca espaço na primeira eleição de meio de mandato após a chegada ao governo. As primárias criaram um ambiente de entusiasmo entre os democratas, renovados por uma geração de candidatos que parecem seguir o ideário mais à esquerda do senador Bernie Sanders.

A novata negra, latina e socialista, Alexandria Ocasio-Cortez, chacoalhou o establishment democrata ao vencer as primárias em Nova York, em um distrito dominado há 20 anos por um veterano do partido. Já em Vermont, apesar de não aparecer como favorita, a candidata a governadora pelo Partido Democrata é a transgênero Christine Hallquist.

O atentado que matou 11 pessoas em uma sinagoga de Pittsburgh, o maior ataque antissemita da história do país, também pode influenciar as eleições, já que o ocupante da Casa Branca está sendo responsabilizado pela tragédia.

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