Mulheres, LGBT, minorias religiosas e raciais: veja os grupos que podem trazer novidade à política americana nestas eleições

Grupos ligados às minorias representativas nos Estados Unidos esperam eleger, nesta terça-feira (6), representantes para o Congresso Nacional norte-americano e para os governos estaduais. Mulheres, LGBT, minorias religiosas e “pessoas de cor” – termo usado no país para se referir a latinos (brancos ou não), índios, negros, asiáticos, e outras etnias minoritárias.

Bancada feminina no Congresso deve aumentar

A imprensa norte-americana fala em uma “onda rosa” que pode aumentar o número de parlamentares mulheres no Congresso dos Estados Unidos. Atualmente, elas são 107 – apenas 20% dos congressistas, considerando tanto Câmara quanto Senado.

Segundo um levantamento da Bloomberg, o cenário mais favorável considerando as pesquisas de intenção de voto pode aumentar o número de mulheres na Câmara de 84 para mais de 100, equivalente a 23% da composição.

Para o Senado, a situação é menos favorável às mulheres, indica a Bloomberg. Há 23 senadoras no cargo, número que pouco deve ser alterado depois desta terça-feira.

Mesmo assim, o resultado das primárias indicam que a “onda rosa” começou com a vitória de quase metade das pré-candidatas mulheres nos dois principais partidos (Democrata e Republicano): 256, número recorde.

Mulheres muçulmanas tentam a Câmara

Entre as mulheres, há a expectativa da eleição de duas muçulmanas para a Câmara, algo inédito até então: Ilhan Omar, pelo Minnesota, e Rashida Tlaib, do Michigan. Ambas são filiadas ao Partido Democrata.

Omar, inclusive, nasceu na Somália, no Leste da África. Com apenas oito anos, ela e a família fugiram de uma guerra civil que dilacerou o país africano. Passaram quatro anos no Quênia e, depois, pediram refúgio nos Estados Unidos.

Se vencer, Omar ficará com a vaga de Keith Ellison, o primeiro muçulmano da história do Congresso dos Estados Unidos. Ellison não quis disputar a reeleição.

A outra candidata, Rashida Tlaib, é filha de palestinos e tenta uma vaga pelo 13º distrito de Michigan, que contempla, inclusive, parte de Detroit.

Flórida pode eleger primeiro governador negro na história

O prefeito de Tallahassee, o democrata Andrew Gillum, é o favorito a vencer a eleição para governador na Flórida. Caso consiga, será o primeiro negro a ocupar o posto. De acordo com o censo populacional norte-americano, cerca de 17% da população do estado se considera negra.

Os Estados Unidos já tiveram governadores negros na história, como David Paterson, que governou Nova York entre 2008 e 2010. A possível eleição de Gillum na Flórida, porém, é saudada em um estado que recebe alto fluxo de imigrantes latinos – inclusive latinos negros.

Além disso, caso vença, Gillum será o primeiro democrata a governar a Flórida em 20 anos. O estado é um dos principais “swing-states” – ou seja, democratas e republicanos se revezam na preferência do eleitorado nas eleições presidenciais.

Por isso, uma possível vitória de Gillum seria um trunfo do Partido Democrata tendo em vista a votação de 2020. Quatro anos antes, Donald Trump venceu na Flórida, um dos resultados que abriu caminho para a eleição ao cargo de Presidente.

Recorde de candidatos LGBT

Há também a expectativa para a eleição de pessoas LGBT assumidas ao Congresso e aos governos estaduais. Segundo o grupo ativista Victory Fund, 22 candidatos que se assumem gays, lésbicas bi ou transexuais concorrem à Câmara e ao Senado – um recorde. Outros 4 tentam conquistar a vaga de governador.

Curiosamente, os quatro candidatos a governador representam cada uma das letras da sigla LGBT. Todos são do Partido Democrata:

Lésbica: Lupe Valdez, Texas;

Gay: Jared Polis, Colorado;

Bissexual: Kate Brown, Oregon;

Transexual: Christine Hallquist, Vermont.

Kate Brown, inclusive, é a única pessoa LGBT a ter sido eleita a um governo estadual na história dos Estados Unidos. Ela aparece com vantagem apertada nas pesquisas de intenção de votos na corrida pela reeleição.

A primeira candidata trans a um governo estadual

Ao vencer as primárias do Partido Democrata no estado de Vermont, a engenheira Christine Hallquist se tornou a primeira candidata transexual de um dos dois grandes partidos dos Estados Unidos. E, caso consiga se eleger, será a primeira pessoa transexual a governar um estado norte-americano.

Em agosto, quando o Partido Democrata aprovou a candidatura, Hallquist disse ao “New York Times” que a nação vem “ampliando o norte moral”.

Hallquist não é favorita na disputa. O adversário é o atual governador de Vermont, Phil Scott, do Partido Republicano. Ele aparece à frente nas pesquisas de opinião.

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