Cambridge Health Alliance aborda “transtorno do luto prolongado”

Na comunidade brasileira que vive em Massachusetts existem muitas pessoas que perderam entes queridos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Para quem não tem envolvimento direto com a perda, a dor não existe, mas quem perdeu vive a vida toda com este sofrimento. Por isso, a Cambridge Health Alliance (CHA) usou as suas redes sociais para abordar o assunto e tentar ajudar estas pessoas.
Após a morte de um ente querido, pensamentos e sentimentos dolorosos tendem a melhorar em seis meses. No entanto, para algumas pessoas, eles permanecem e se tornam difíceis de controlar. É comum em quem perdeu um filho ou parceiro romântico. É mais provável que aconteça após uma morte violenta ou abrupta, como assassinato, suicídio ou acidente.
A perda de entes queridos na pandemia de COVID-19 também pode levar a isso e pode dificultar o desempenho em casa, no trabalho e em outras configurações importantes. Especialistas recentemente adicionaram esse transtorno à quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, que define e organiza os transtornos mentais.
Alguns sinais incluem:
• Sentir como que parte de você morreu;
• Desacreditar da morte;
• Evitar lembretes de que a pessoa está morta;
• Forte dor emocional relacionada à morte (raiva, amargura, tristeza);
• Dificuldade em seguir em frente com a vida (socializar com amigos, buscar interesses, planejar o futuro);
• Dormência emocional;
• Sentir que a vida não tem sentido;
• Solidão extrema;

A pessoa também pode outros fatores, como:
• Deixar os pertences da pessoa exatamente como estavam antes da morte;
• Dificuldade em lembrar de memórias positivas;
• Dificuldade em confiar em outras pessoas;
• Usar mais tabaco, álcool ou outras substâncias;
• Ter pensamentos ou comportamento suicida;

Os sintomas podem ser diferentes com base na idade, sexo ou cultura, sendo mais comum em mulheres. Grupos distintos de pessoas compartilham:
• Diferentes expressões emocionais de luto;
• Rituais para gerenciar o processo de luto;
• Ideias de vida após a morte e estigmas ligados a certos tipos de morte (como suicídio ou eventos especialmente traumáticos, como a morte de uma criança).
Estas informações foram divulhadas pela CHA, com o apoio de Alexandra Benisek e medicamente revisado pela Dra. Brunilda Nazario – WebMD.

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