Califórnia é assolada por um dos piores incêndios da história

Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades, que aumentam seus esforços para encontrar cerca de 130 pessoas reportadas como desaparecidas, Os incêndios que continuam castigando a Califórnia já deixaram 59 mortos, os incêndios que continuam castigando a Califórnia já deixaram 59 mortos.

Nesta quarta-feira foram encontrados restos mortais de oito novas vítimas na devastada Paradise, de 26 mil habitantes, localizada aos pés das montanhas da Serra Nevada e ao norte da capital do estado, Sacramento. Essas informações são do xerife Kory Honea em entrevista coletiva, durante a qual também anunciou a chegada de material para acelerar a análise genética.

“A partir de sexta feira, todas as pessoas que acharem que um membro de sua família morreu podem vir deixar uma amostra de DNA”, disse o xerife, acrescentando que, no momento, a prioridade é a busca por vítimas do chamado “Camp Fire”, incêndio florestal mais letal da história da Califórnia.

Quase 500 pessoas estão envolvidas nessa tarefa que conta também com o auxílio de 22 cães especializados na busca por restos humanos. Policiais já conseguiram localizar mais de 200 pessoas, assinalou o xerife. Na tarde de ontem, cerca de 130 nomes continuavam na lista de desaparecidos, principalmente idosos que moravam em Paradise, cidade que foi totalmente destruída pelo incêndio, que já queimou cerca de 56 mil hectares.

O “Woolsey Fire” já destruiu quase 40 mil hectares, ao sul, perto de Los Angeles, deixando três mortos. O fogo que teve início ali na semana passada, como no norte, se espalhou rapidamente, afetando o célebre balneário de Malibu, onde foram levantadas ontem as ordens de evacuação para algumas regiões.

O presidente Donald Trump expressou nesta quarta seu apoio aos californianos no Twitter. Mas no sábado passado provocou polêmica ao acusar o estado da Califórnia de má gestão florestal em áreas que, em sua maioria, estão sob controle federal.

O governador da Califórnia, o democrata Jerry Brown, que se reuniu com vítimas e efetivos mobilizados na região disse que “paradise estava bem preparada para este tipo de emergência, mas este incêndio foi sem precedentes, resistente, e muita gente ficou presa, apesar das ordens de evacuação”.

Os bombeiros californianos receberam uma ajuda importante pelo ar, mas o fogo continuava avançando. No norte do estado, não está prevista chuva até o final da próxima semana. Autoridades locais também emitiram um alerta de poluição do ar devido aos incêndios. Muitas ordens de evacuação continuam em vigor, e não devem ser suspensas por semanas.

As famílias cujas casas foram incendiadas ainda não podem retornar. “É uma maratona, não uma simples caminhada, mas temos que trabalhar todos juntos na reconstrução”, declarou Mark Ghilarducci, do serviço de emergências da Califórnia.

Carol Hansford, 83, disse à AFP em Chico, perto de Paradise, que deseja desistir. “Já fui evacuada duas vezes, acho que acabou para mim. Não quero mais morar no meio de pinheiros. Perdi tudo. Tínhamos uma casa grande, que eu havia limpado no dia anterior, e, agora, não restam mais do que cinzas”, lamentou.

A origem dos incêndios não é clara, mas vítimas abriram um processo coletivo em San Francisco contra a empresa de eletricidade local Pacific Gas & Electricity (PG&E). Segundo a denúncia, do advogado Mike Danko, que representa 20 vítimas do Camp Fire, o incêndio pode ter sido causado por “faíscas de solda” sobre uma linha de alta tensão da empresa. A PG&E negou qualquer responsabilidade.

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