Brasileiro escapa de tiroteio na Flórida

Um brasileiro de 17 anos pulou a cerca da Stoneman Douglas High School na tarde desta quarta-feira (14) depois que percebeu que havia um atirador em sua escola.

Gustavo Capone havia saído da sua sala calmamente, junto com outros alunos, porque soou um alarme de incêndio na escola. Mas do lado de fora do prédio viu policiais armados chegando e escutou um segundo alarme, que desta vez alertava para um tiroteio. Então correu para a sua casa, que fica a uma quadra dali.

O alarme de incêndio foi disparado por volta das 14h30 do horário local, pouco antes do final das aulas, e os tiros começaram em seguida.

O tiroteio deixou 17 mortos. Até as 19h, Priscilla Capone, mãe de Gustavo, ainda via uma grande presença policial em frente à sua casa.

“É difícil dizer como estamos nos sentindo, porque a gente sabe que essas coisas acontecem aqui nos EUA, principalmente, mas a gente nunca acha que vai acontecer na escola do seu filho”, afirma.

“Eu não paro de pensar nos pais. Não consigo imaginar a dor que esses pais estão tendo agora, que estão todos lá no hospital.”

Segundo Priscilla, a Stoneman Douglas High School tem cerca de 50 alunos brasileiros e muitos estrangeiros. Ela diz que seu filho pretende continuar no país para fazer faculdade.

Gustavo contou à sua mãe que depois de se abrigar em casa falou com seu melhor amigo, que presenciou o tiroteio e disse estar traumatizado. O amigo de Gustavo disse que alguns alunos baleados entraram na sala em que ele estava refugiado.

Priscilla recebeu uma mensagem da escola dizendo que não haverá aulas até segunda ordem.

O atirador foi identificado como Nikolas Cruz, um ex-aluno da Stoneman Douglas High School. Ele tem 19 anos e, segundo as autoridades, tinha sido expulso da escola por motivos disciplinares. Cruz portava um rifle AR-15 e agiu sozinho.

O brasileiro não conhecia o atirador.

O ex-goleiro do Palmeiras Bruno Cardoso também tem uma filha que estuda na Stoneman Douglas High School e estava na aula no momento do tiroteio. Bruno contou à GloboNews que sua filha ficou trancada na sala por volta de 3 horas, sendo uma hora dentro de um armário. Assista ao vídeo acima.

Segundo Bruno, o tiroteio ocorreu em um prédio que era para sua filha ter aula, mas naquele momento assista à aula em outro lugar. “Graças a Deus era uma das salas mais seguras, porque é uma sala que tem uma porta que dá para várias outras salas. Então deu para se esconder legal”, disse.

Segundo Bruno, o professor de geografia da sua filha morreu ao proteger alguns alunos dos tiros.

O goleiro soube do tiroteio por seu outro filho que estuda na escola vizinha, e por precaução também ficou em lockdown (quando a escola é fechada) por cerca de três horas. Só conseguiu falar com a sua filha cerca de 20 minutos depois.

Bruno também contou que como no mesmo dia já havia sido realizado um treinamento de incêndio na escola, quando o alerme de incêndio soou todo mundo pensou que era um outro treinamento. (fonte: globo.com)

Compartilhar:

0 Comentário(s)

Deixar Comentário

Login

Bem-vindo! Faça o login na sua conta

Lembrar-me Perdeu a senha?

Lost Password

WhatsApp Chat
Enviar Mensagem