Brasileira cria fundos para startups de biotecnologia e blockchain no Vale

A gestora brasileira Bárbara Minuzzi tem dois fundos com 46 milhões de dólares para investir em startups de nicho no Vale do Silício

A vida de um investidor de risco, como o próprio nome diz, não é uma caminhada no parque – e muito menos para Bárbara Minuzzi. A gestora nem sempre teve experiência com startups e com investimentos. Em dez anos, ela foi de vendedora de roupas a cofundadora de dois fundos de investimentos extremamente especializados no maior centro de negócios inovadores do mundo: o Vale do Silício.

Hoje, Minuzzi é sócia do Babel Ventures e do Ausum Ventures, focados respectivamente em startups de biotecnologia e blockchain. Juntos, ambos possuem 46 milhões de dólares captados. Contando os investimentos em startups que Minuzzi fez antes de inaugurar seus próprios fundos, têm 64 milhões de dólares sob sua gestão.

Com menos de dois anos de operação, o retorno tem agradado os investidores – e, daqui para frente, as apostas da empreendedora e investidora brasileira só irão aumentar.

De vendedora de roupas a venture capitalist

Minuzzi começou a empreender cedo, aos 15 anos de idade, vende roupas na escola e depois com uma loja multimarcas. Cursou uma graduação em Moda e se tornou estilista, criando sua própria marca de roupas femininas.

Aos 20 anos de idade, enfrentou seu primeiro desafio: o empreendimento vendia bastante, mas não dava lucro. Minuzzi começou a buscar outras oportunidades e viu um mercado em ascensão no Brasil, ajudado por programas como Minha Casa Minha Vida: o de imóveis. A empreendedora começou a trabalhar com investimentos na área, conciliando a tarefa com sua grife. Seis meses depois da entrada nos imóveis, em maio de 2010, ela encerraria a marca de roupas.

Em 2011, Minuzzi cofundou o fundo de private equity imobiliário Investhaus. Com o passar dos anos, a investidora percebeu oportunidades de estruturar produtos imobiliários aos brasileiros em Miami, nos Estados Unidos. Passava duas semanas lá e duas semanas no Brasil. Até que, em setembro de 2014, mudou-se definitivamente para os EUA.

“Um ano e meio depois, estava financeiramente independente. Era a hora de achar um propósito”, afirma Minuzzi. Em viagens a Nova York e São Francisco durante 2016, encontrou empreendedores “focados em propósito, em execução e muito colaborativos”. “Tinha muito mais a ver com meu perfil e decidi fazer parte desse universo”, conta.

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