Voluntários buscam por imigrantes desaparecidos no deserto dos EUA: ‘Não existe pior maneira de morrer’

O Profissão Repórter acompanhou o trabalho de voluntários na busca por imigrantes que desaparecem nas áreas de deserto dos Estados Unidos. O objetivo deles é oferecer ajuda e amparar os imigrantes que tentam cruzar a fronteira do México, em uma região seca e muito quente.

Em setembro deste ano, a brasileira Lenilda dos Santos, de 49 anos, morreu depois de ter sido abandonada por coiotes que fazem a travessia ilegal. O corpo dela foi encontrado no mês passado, no deserto do Novo México.

Em 2020, 229 imigrantes morreram tentando fazer a travessia nessas áreas de deserto.

“A maneira como as pessoas morrem no deserto é horrível. Não existe pior maneira de morrer, sem ajuda, sem comida, sem água”, diz James Holeman, voluntário do Search and Rescue.

Durante o programa desta terça-feira (19), que mostrou a crise migratória do México para os Estados Unidos, os voluntários encontraram carros, pertences deixados pelo caminho e pegadas na areia do deserto em Marana, no Arizona.

“Nós usamos tudo: os olhos, o nariz. O nariz para cheirar. Nós estucamos as pessoas”, conta James.

São cerda de 90km do deserto até fronteira. Os voluntários dizem que os imigrantes se afastam das cidades e caminham longas distâncias no deserto sem comida e sem água. E por isso chegam a essa região exaustos ou quase mortos.

“Aqui não há lei. Cadê a polícia ou o resgate? Essa parece uma zona de guerra e nós buscamos as vítimas”, diz.

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