Senadora do Arizona propõe que pornografia pague construção do muro

O presidente norte-americano Donald Trump insiste em sua ideia de construir um muro na fronteira dos Estados Unidos contra o México, mesmo sendo algo que parece absurdo e não tendo dinheiro para realizar tal obra. Porém, que defende a realização dessa obra tem pensado em maneiras alternativas para arrecadar os fundos necessários.

Pois uma senadora do Arizona propôs uma lei – a Bill 2444 – que criaria uma taxa de US$ 20, cerca de R$ 76, para quem quisesse acessar pornografia online no estado. Esse dinheiro seria completamente voltado para formar um fundo que ajudaria na construção do muro para impedir a imigração do México para os Estados Unidos. Mas a ideia toda é muito mais ambiciosa do que só isso.

 

Para proteger o moral  e os bons costumes

O projeto de lei proposto na semana passada pela senadora republicana Gail Griffin exigiria que fabricantes e distribuidores de dispositivos que se conectam à internet vendessem esses aparelhos com algum software de bloqueio “que tornasse conteúdo obsceno inacessível por padrão” e os distribuidores que não o fizerem serão considerados culpados de uma contravenção de Classe 1. Segundo o projeto, qualquer usuário da internet que quiser desativar o software de bloqueio teria de pagar “uma taxa de desativação única de pelo menos US$ 20 para a Autoridade de Comércio do Arizona”.

O dinheiro arrecadado seria usado para estabelecer o que o projeto de lei chama de “Fundo de Prevenção ao Tráfico Humano e à Exploração Infantil John McCain”. Esse fundo “forneceria doações a agências governamentais e entidades privadas que trabalham para manter os padrões comunitários de decência com o propósito de fortalecer famílias e desenvolver, expandir ou fortalecer programas para vítimas de crimes sexuais”.

E uma das medidas para evitar o tráfico de seres humanos e proteger famílias e vítimas de crimes sexuais seria… construir um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Ou seja: a ideia é que os cidadãos do estado do Arizona ajudem a financiar a construção do muro pagando pela pornografia que consomem na internet.

 

As chances são baixas

Não é a primeira vez que tentar inserir na legislação uma lei que obriga as pessoas a pagarem taxas par acessar pornografia na internet – e não estamos falando em pagar pela pornografia consumida, essa vai continuar tendo que ser paga para seus produtores. Isso é uma taxa extra paga para o governo para que o acesso a esse conteúdo seja liberado.

Se o curso dessa história seguir como vem acontecendo, o projeto de lei não deve ser aprovado, assim como aconteceu nas outras tentativas de taxas pornografia online nos Estados Unidos, sem contar que o texto da lei é confuso e deixa muitos elementos em aberto. Pelo jeito não vai ser dessa vez que a pornografia vai sustentar a construção do muro de Donald Trump.

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