Polícia Federal faz operação contra quadrilha de ‘coiotes’ que atuava em Minas Gerais

Um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos foi desarticulado pela Polícia Federal. Nessa terça-feira, duas pessoas foram presas pela PF, que ainda cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, no interior de Minas Gerais. A quadrilha suspeita de enviar 197 pessoas ilegalmente para solo americano. Crianças e adolescentes eram utilizados pelo grupo para facilitar a permanência das pessoas nos Estados Unidos.
a ação faz parte de uma operação que tem como objetivo combater a imigração ilegal para os Estados Unidos.
Justiça Federal também determinou o bloqueio de ativos financeiros, apreensão e arresto de diversos veículos, imóveis, valores em espécie, bem como de criptoativos destinados à ocultação de valores obtidos ilicitamente.
As investigações começaram depois que familiares de um imigrante que morreu ao tentar atravessar a fronteira, em 2021, fizeram uma denúncia contra o grupo.
Após coletar algumas provas a polícia chegou à conclusão de que os denunciados foram os responsáveis pela travessia do imigrante morto. Além disso, cerca de 200 pessoas entraram ilegalmente para os Estados Unidos com a ajuda da organização criminosa.
As investigações mostraram, ainda, que os contrabandistas utilizaram crianças e adolescentes como forma de facilitar a entrada no território norte-americano. Neste sistema, as famílias com menores se entregam aos agentes do Departamento de Proteção de Fronteiras (CBP, sigla em inglês) após a travessia. Devido aos menores serem apontados como membros da família e não poderem ficar sozinhos nos EUA, os imigrantes eram colocados em liberdade para responder ao processo.
De acordo com a polícia, “as crianças são ‘alugadas’ pelos coiotes para adultos desacompanhados que pretendam ingressar nos Estados Unidos utilizando o método e isso implica em evidente risco para os menores”.
Os suspeitos responderão pelo crime de promoção de imigração ilegal, envio ilegal de menor ao exterior, além do homicídio. Se condenados, poderão cumprir até 26 anos de prisão.

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