Operação contra imigração prende 65 pessoas em New York

Agentes do Escritório de Controle de Imigração e Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) prenderam 65 imigrantes procedentes de dez países em Nova York e em Long Island durante uma operação que durou cinco dias. “Nesta operação, 64 dos 65 detidos já tinham sido deportados do país. A maioria tem ou condenações criminais ou acusações pendentes”, explicou o responsável pelo Escritório de Detenção e Deportação (ERO) em Nova York, Thomas R. Decker.

Os presos são cidadãos de Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, México e Ucrânia. Eles foram levados para diferentes distritos da região. Entre os crimes pelos quais eles foram condenados ou acusados estão abuso sexual, posse e tráfico de cocaína, fraude de passaporte, agressão e posse ilegal de armas.

Os presos também entraram irregularmente no país e muitos voltaram após a deportação. Do total, 31 já tinham sido condenados pela Justiça americana e 17 tinham acusações pendentes.

Outros seis estavam sendo julgados e três foram enviados a promotores para que sejam processados. Na lista divulgada pelo ICE está um homem mexicano de 41 anos que já foi deportado dos EUA em seis ocasiões. Contra ele pesam acusações de roubo de identidade, vandalismo, condução de veículo sob influência de álcool, furto e resistência à prisão.

O ICE criticou em nota o fato de 29 dos presos na operação terem sido libertadas anteriormente apesar de serem alvo de uma “ordem de retenção” do órgão migratório. “Isso prejudica nossa capacidade de proteger a segurança pública”, afirmou a agência em comunicado.

“Agora que muitas ‘cidades santuários’, entre elas Nova York, não respeitam as ordens do ICE, esses indivíduos, frequentemente com históricos criminosos significativos, são colocados nas ruas e apresentam uma potencial ameaça à segurança pública”, destacou. Além disso, o ICE criticou os esforços dos políticos locais de Nova York para “proteger estrangeiros criminosos deportáveis” das autoridades migratórias” e afirmam que essa atitude criou “outro ímã para a imigração ilegal”.

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