ONU exige que EUA parem de separar crianças imigrantes de pais

Segundo entidade, prática do governo americano fere a lei. Entre março e abril, 8.400 menores desacompanhados foram detidos na fronteira americana

A ONU (Organização das Nações Unidas) emitiu comunicado nesta terça-feira (5) exigindo que os Estados Unidos parem de separar crianças imigrantes de suas famílias na fronteira sul do país. Segundo a entidade, este tipo de procedimento que vem sido adotado pelo governo americano é contra a lei. As informações são da agência de notícias Reuters.

“Os EUA devem imediatamente suspender a prática de separar famílias e parar de criminalizar o que deve ser encarado, no máximo, como uma ofensa administrativa — a entrada irregular ou a permanência nos EUA”, disse a porta-voz de direitos humanos Ravina Shamdasani.

Muitos dos que cruzam a fronteira dos Estados Unidos são de países como Guatemala, Honduras e El Salvador — onde a escalada de violência daria aos imigrantes o direito de proteção internacional, segundo William Spindler, porta-voz da agência de refugiados da ONU: “Detenção deveria ser o último recurso”.

No Centro de Detenção Otay Mesa, que fica nas proximidades de San Diego, nos EUA, vários detidos pelo ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA) aguardam audiências de imigração que devem avaliar seus pedidos de refúgio. As chances de os imigrantes conseguirem asilo, entretanto, são baixas, enquanto o risco de enfrentarem deportações ou penas de prisão por anos longe da família são grandes.

Entre março e abril de 2018, mais de 50 mil pessoas foram detidas a cada mês tentando atravessar ilegalmente a fronteira sudoeste dos EUA. Os números são os mesmos do governo de Barack Obama, segundo a Casa Branca. Durante esses dois meses, um total de cerca de 8.400 menores desacompanhados foram detidos.

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