Massachusetts vai continuar aceitando refugiados, afirma governador

A nova ordem executiva assinada pela administração Trump não apenas limita a admissão de refugiados em todos os Estados Unidos de 18 mil para o próximo ano fiscal, como também coloca o ônus sobre os municípios e estados ao redor do país para que eles decidam se permitem, por escrito, estes imigrantes em suas comunidades.

“Massachusetts está pronto para oferecer este consentimento por escrito”, de acordo com o escritório de Charlie Baker. Anisha Chakrabarti, porta-voz do governador, disse em um e-mail que a comunidade sempre e continuará recebendo os refugiados. “A administração Baker valoriza o papel da comunidade de imigrantes em tornar Massachusetts um lugar vibrante e único para morar e trabalhar e acredita que as recentes decisões políticas do governo federal restringem a capacidade de pessoas em risco de perseguição em seus países de origem de buscarem refúgio necessário em nosso país”, disse.

O presidente Donald Trump anunciou na semana passada uma ordem executiva que reduz o teto de admissões de refugiados para 18 mil no próximo ano fiscal e exige que o governo federal obtenha consentimento por escrito dos estados e municípios para reinstalar estes refugiados.

Sob esta ordem executiva, o Secretário de Estado e o Secretário de Saúde e Serviços Humanos devem desenvolver e implementar um processo dentro de 90 dias para determinar se um estado e seus municípios concordam por escrito com o reassentamento de refugiados.

Mary Truong, diretora executiva do Escritório de Refugiados e Imigrantes de Massachusetts (ORI) juntou-se a advogados e ativistas de imigração na terça-feira, dia 01, no centro de Boston para compartilhar a posição do estado sobre o limite de refugiados. Ela lembrou que chegou aos EUA como refugiada vinda do Vietnã. “Sem o apoio dos americanos e do governo deste país, eu não estaria aqui para fazer este trabalho”, disse ela a líderes e repórteres.

Segundo dados do ORI, Massachusetts aceitou quase dois mil refugiados no ano fiscal de 2017, tendo os números mais altos do país. Estes imigrantes vieram do Haiti, Iraque, Butão e Somália.

O estado também aceitou 783 refugiados, no ano fiscal de 2018, vindo da República Democrática do Congo e do Haiti. Entre 1º de outubro de 2018 e 31 de maio, Massachusetts tornou-se o lar de 421 refugiados, dos quais 159 são provenientes do Congo.

Jeff Thielman, CEO do Instituto Internacional da Nova Inglaterra, disse que os refugiados reassentados por sua organização rapidamente encontram trabalho e contribuem para a economia local. Ele afirmou que os empregadores visitam regularmente seu escritório, convidando-os para feiras de emprego e procurando recrutar refugiados por causa da baixa taxa de desemprego do estado. “Dizer não a refugiados ou imigrantes neste momento da história é um absurda”, disse Thielman durante a entrevista coletiva destacando a importância desta classe para a economia do país.

Thielman e outros líderes das agências de reassentamento expressaram preocupação com as ordens executivas e o fato de que elas podem dar às autoridades eleitas motivos para fechar suas portas aos refugiados, como tentaram os prefeitos de Springfield e Manchester, New Hampshire, nos anos anteriores.

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