EUA – Harvard faz relatório para proteger cidades santuários e seus imigrantes

Da redação Rebaixando a “máquina de deportação do presidente”, e insinuando que a Casa Branca poderia deportar todos os 11 milhões de ilegais e até mesmo os titulares de Green Card, um novo relatório da Harvard Law School está pedindo grandes mudanças legais nas chamadas “cidades santuário”.

O relatório alerta para as “deportações em massa” e faz várias recomendações para proteger os indocumentados, incluindo a descriminalização de pequenos crimes, acabar com “todas as conspirações locais” com Immigration and Customs Enforcement (ICE) e banir as polícias das escolas públicas onde há imigrantes indocumentados. “É inspirador que muitas cidades, de Portland a New York, tenham líderes locais que declararam com ousadia que suas cidades são” santuários”, mas a menos que esses líderes trabalhem para mitigar o risco que as duras políticas de justiça criminal impõem a todos os cidadãos, imigrantes, a promessa de um santuário não terá sentido”, disse Jessica Brand, diretora jurídica da Harvard apoiada pelo Fair Punishment Project.

O relatório de 35 páginas, The Promise of Sanctuary Cities, e a necessidade de reformas da justiça criminal em uma era de deportação em massa, adverte que há muitas maneiras do ICE descobrir que as cidades do santuário prendem ou detêm imigrantes por crimes simples que podem desencadear uma deportação.

“Devido à forma como a lei federal de imigração e as políticas de deportação estão emaranhadas com o sistema de justiça criminal, as cidades que se esforçam para se tornar espaços seguros para imigrantes, muitas vezes têm sistemas de justiça criminal que alimentam a máquina de deportação do presidente”, advertiu. Por exemplo, diz que a polícia de New York registra aqueles que passam pelas catracas do metrô e que as informações – incluindo impressões digitais – são compartilhadas com o governo federal e podem levar à deportação apesar das políticas de santuário da cidade.

O relatório adverte que nas escolas públicas, a polícia local e o xerife estão lá para proteger os estudantes e são chamados a fazer prisões por brigas ou tráfico e uso de drogas. As informações coletadas são colocadas em bases de dados que chegam ao conhecimento do ICE e podem levar à deportação. A polícia deve ser excluída das escolas, de acordo com o relatório: “Sua presença tem contribuído para criar medo e fazer com o que imigrante estudante tenha receio de ser preso e deportado”.

O relatório levanta o espectro de que as deportações não estão seguindo o foco anunciando pelo presidente de que somente criminosos eram os alvos. Ele afirma que todos os indocumentados estão sendo alvo.

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