Crise dos imigrantes é real e está do outro lado do muro, afirma secretária americana

“A crise é real e está do outro lado deste muro”, afirmou a secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen, ao ameaçar deter e expulsar todos os integrantes da caravana migrante que tentam atravessar a fronteira ilegalmente a partir do México.

Nielsen, que concedeu uma entrevista coletiva na terça-feira em Imperial Beach, perto de San Diego, Califórnia, na fronteira sudoeste dos Estados Unidos, afirmou que a caravana que partiu de Honduras há mais de um mês tem agora 6.200 pessoas reunidas na cidade fronteiriça mexicana de Tijuana. Além disso, 3.000 estão em Mexicali.

A administração do presidente Donald Trump mobilizou quase 6.000 soldados ao longo da fronteira sul e instalou barreiras de arame farpado para evitar que os migrantes entrem nos Estados Unidos.

“Não se enganem, nós somos muito sérios. Vocês não entrarão em nosso país ilegalmente”, advertiu Nielsen.

Ao menos 500 migrantes que seguem para fronteira foram identificados como “delinquentes”, afirmou a secretária, sem apresentar mais detalhes sobre a natureza ou origem da acusação.

“Esta administração vai tolerar pedidos de asilo frívolos ou entrada ilegal”, disse.

“Se você tenta entrar neste país sem autorização, você infringe a lei dos Estados Unidos e você será detido, processado e repatriado”, completou, antes de destacar que a secretaria fará todo o possível para “evitar que a caravana entre no país ilegalmente”.

Assim como na eleição presidencial de 2016, Trump transformou a imigração em um tema essencial da campanha das eleições legislativas de meio de mandato de 6 de novembro, com resultados contrastantes.

EUA manterá ‘firme’ sua relação com Arábia Saudita, diz Trump

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi por agentes sauditas não atrapalhará a “firme” relação entre Washington e Riade, inclusive se o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman for apontado como o responsável.

“Pode ser que o príncipe herdeiro tivesse conhecimento deste trágico acontecimento, talvez ele tivesse ou talvez não tivesse”, disse Trump em um comunicado. “Pode ser que a gente nunca fique sabendo sobre todos os fatos que cercam o assassinato de Khashoggi”, acrescentou.

“Em todo caso, nossa relação é com o reino da Arábia Saudita. (…) Os Estados Unidos pretendem permanecer como um sócio firme da Arábia Saudita”, afirmou o presidente americano.

Trump listou as razões que tornam essa aliança estratégica: a luta contra o inimigo comum Irã, o combate ao “terrorismo islâmico radical”, a compra de armas americanas ou igualmente a estabilidade dos preços do petróleo, do qual Riade é o primeiro exportador mundial.

Segundo Trump, as agências americanas de inteligência “continuam analisando toda a informação”. Mas vários jornais americanos, entre eles o Washington Post, com o qual Jamal Khashoggi colaborava, reportaram que a CIA já não tem dúvidas sobre a culpabilidade de Mohamed bin Salman, o poderoso filho do rei saudita.

Khashoggi, que vivia nos Estados Unidos, foi assassinado em 2 de outubro no consulado saudita de Istambul.

O assassinato danificou a imagem do reino saudita e de Mohamed bin Salman, visto por muitos no Ocidente como um agente de modernização. Muitos especialistas consideram impossível que o poderoso “MBS” não estivesse a par da operação.

A maioria dos executores do crime já foram identificados, e na semana passada Washington decidiu impor sanções a 17 deles, em um momento em que a justiça saudita anunciava uma série de incriminações.

O Congresso americano, incluindo os republicanos, pressiona Washington para ir além e sancionar os promotores do assassinato.

“Entendo que há membros do Congresso que, por razões políticas ou outras, quiseram ir em uma direção distinta, e são livres para fazer isso”, afirmou Trump em seu comunicado. “Considerarei todas as ideias que me apresentarem, mas só se estiverem em conformidade com a segurança absoluta dos Estados Unidos”, acrescentou.

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