EUA informam que hackers russos estiveram no Rio e realizaram ataques

O Brasil também foi alvo dos ataques cibernéticos realizados por militares russos, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O documento afirma que dois dos réus estiveram no país em agosto de 2016, durante o período das Olimpíadas. Aleksei Sergeyevich Morenets, 41 anos, e Evgenii Mikhaylovich Serebriakov, 37, foram para o Rio, de acordo com o governo americano, para realizar operações de hacking e tentar acesso a redes de wi-fi usadas por autoridades antidoping.

Em pelo menos uma das ocasiões, eles tiveram a ajuda remota de um colega: Ivan Sergeyevich Yermakov, 32. O resultado, segundo a versão dos EUA, é que eles obtiveram credenciais de autoridade do Comitê Olímpico Internacional (COI) e usaram esses documentos para ter acesso não autorizado ao banco de dados da Agência Mundial Antidoping (Wada, da sigla em inglês) e às informações relacionadas a antidoping e relatórios médicos de atletas.

As autoridades americanas afirmam que parte mais ampla do banco de dados da Wada não foi comprometida. O nome do representante do COI não foi revelado. A ação não teria ficado restrita ao COI. Segundo os EUA, uma autoridade da agência americana antidoping que esteve no Rio para as Olimpíadas e para as Paraolimpíadas também foi alvo dos militares russos.

O funcionário, que não teve a identidade divulgada, usou redes de wi-fi no Rio para acessar o sistema da Usada (agência americana antidoping) e realizar atividades profissionais. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, os militares russos conseguiram acesso ao e-mail profissional desse funcionário, que continha informações sobre os resultados de exames antidoping de atletas, assim como sobre quais medicamentos receitados eles usavam.

A Rússia foi banida das Olimpíadas de Inverno deste ano, na Coreia do Sul, por causa do escândalo de doping envolvendo atletas do país, com interferência direta das autoridades russas nos resultados das análises feitas em anos anteriores, inclusive nos Jogos de Inverno realizados no país em 2014, na cidade de Sochi.

O caso brasileiro faz parte de uma acusação mais ampla dos EUA, que envolve sete oficiais militares russos, denunciados por hacking, fraude eletrônica, roubo de identidade e lavagem de dinheiro. Os EUA dizem que, de dezembro de 2014 a maio deste ano, eles realizaram “intrusões de computador persistentes e sofisticadas que afetaram pessoas dos EUA, entidades corporativas, organizações internacionais e seus respectivos funcionários localizados em todo o mundo, com base nos interesses estratégicos do governo russo”.

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