EUA – Brasileiros são acusados de comandar esquema que lavou US$ 100 milhões em NJ

As autoridades federais divulgaram que três imigrantes indocumentados do Brasil enfrentam acusação de manter um esquema ilegal de cobrança de cheques que lavou mais de US$100 milhões. O Procurador do Condado de Burlington (New Jersey), Scott Coffina, anunciou o indiciamento nesta segunda-feira (29).

Os presos são Renato Maia da Silva, 51, Lucas Alves, 34, e Wesley dos Santos, 33. Os dois primeiros residem em Cinnaminson e o terceiro em Palmyra. As prisões aconteceram depois de nove meses de investigação e os três foram indiciados por facilitação financeira através de uma atividade criminal.


De acordo com Coffina, ó Departamento de Polícia de Cinnaminson iniciou, em novembro de 2016, as investigações sobre as atividades da MAIA Consulting, empresa que Renato é proprietário. Tudo começou depois que as autoridades suspeitaram de uma operação ilegal de descontos de cheques por fora das transações da empresa.


O escritório da Promotoria do Condado de Burlington disse que a MAIA Consulting foi usada por várias companhias ao longo da Costa Leste para ocultar pagamentos a trabalhadores indocumentados no setor de construção civil.
Existe a suspeita de que várias companhias de construção, empreiteiros e subcontratados estejam envolvidos nas transações ilegais e por isso outras prisões podem acontecer.


Com o esquema ilegal de descontos de cheques, a MAIA Consulting lavou mais de US$100 milhões, de acordo com documentos judiciais.


“Este não é um crime sem vítima”, disse Coffina. “Essas transações financeiras ilegais aumentaram os custos de construção em nossa área, privaram vários órgãos governamentais de receitas fiscais e colocaram alguns dos nossos trabalhadores de construção a não ter ajuda quando são vítimas de acidente de trabalho”.


As autoridades apreenderam quase US $ 450 mil em dinheiro e fundos depositados, nove veículos, três motocicletas e uma coleção de 30 relógios “high-end”.


Os investigadores prenderam Renato em sua empresa, que os outros dois foram presos em suas residências. As autoridades afirmaram que os três vivem ilegalmente nos Estados Unidos.

 Os casos também estão sendo analisados pela Immigration and Customs Enforcement (ICE).

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  • POSTAGEM: SANDRA SERAFIM
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