PMs mortos no Rio são homenageados com monumento em cemitério

Nesse dia em que o Brasil celebra o dia de Finados, um monumento foi erguido em homenagem aos policiais militares mortos, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

Durante a solenidade stiveram presentes o comandante da PM, coronel Luiz Claudio Laviano e representantes da Polícia Civil e da intervenção federal, além de parentes e amigos dos agentes que estão sepultados no local. Ao fim da cerimônia, a Orquestra Sinfônica da corporação executou o concerto-manifesto “Pátria Amada Paz”.

Segundo informações da administração, mais de mil policiais militares estão enterrados no cemitério de Sulacap. Somente neste ano de 2018, já foram 83 agentes mortos. Ao longo de todo o ano passado, foram 134.
O porta-voz da PM, major Ivan Blaz disse que “essa homenagem acalenta o nosso coração e é um reconhecimento que a gente nunca teve. É muito emocionante estar aqui no dia de hoje para receber essa homenagem”.

Foram instalados dois totens contendo informações sobre policiais mortos à entrada do cemitério. No equipamento, é possível consultar o nome, a data de nascimento e morte, uma mensagem da família e os sonhos que aquele policial cultivava, relatados por parentes.

“É uma homenagem digna, que mostra que por trás da farda de um policial existe uma família, existem sonhos. O retrato da família de um policial é a tristeza e o sentimento de impunidade. Por isso, são importantes homenagens como essa, que dão dignidade aos policiais”, disse Fabiano Mello. Fabinao é irmão de Fábio Mello da Silva, morto em maio de 2014, após ser baleado na cabeça durante uma operação em Magé, na Baixada Fluminense.

As lágrimas de lamento pela perda se misturaram às de revolta para a viúva Fernanda Ursulino, de 36 anos, mãe de dois filhos, de 9 e 14 anos. O pai das crianças, Hudson Silva de Araújo, morreu em julho de 2017, no Vidigal.

“As condições de trabalho são precárias. É colete vencido. É fuzil que trava. O governo não dá atenção e a gente vive assim, no sofrimento. Esposas sem maridos, filhos sem pais, mães sem filhos. A nossa dor é uma só”, desabafa Fernanda.

Emocionado, o comandante da PM, coronel Laviano, não deu nenhuma declaração. Perguntando sobre as declarações dadasa pelo governador eleito, Wilson Witzel, em relação ao abate de criminosos com o uso de snipers, o porta-voz, major Blaz, desconversou. “Antes de colocar isso em prática, é fundamental que tenhamos tantas outras discussões quanto a aspectos jurídicos e a praticidade dessas ações”, mencionou.

Blaz também comentou sobre possibilidade de o novo governador extinguir a Secretaria de Segurança e elevar ao status de secretários os comandantes das policiais Militar e Civil, desejo que também tem sido manifestado pelo governador eleito.

Segundo ele, o maior desafio hoje é unir a agenda de resultados da intervenção com os novos desejos e orientações do novo governo. “Essa é a maior preocupação do momento. A equipe de transição já está sendo composta para isso”, finaliza.

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