Mulheres também comporão a equipe de transição de Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deverá nomear de três a cinco mulheres para integrar o grupo de transição, que terá um total de 50 pessoas. Os nomes deverão ser publicados no Diário Oficial da União até esta quarta-feira, 7. A divulgação foi feita após várias críticas de que Bolsonaro só estava indicando homens para a equipe

A coronel do Corpo de Bombeiros Márcia Amarílio da Cunha Silva, será a primeira mulher da equipe. Ela atuará na área de segurança pública. Márcia foi chefe da assessoria parlamentar dos Bombeiros e atuou em debates no Congresso sobre aposentadoria de militares. A coronel já se reuniu com as equipes no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde foram montados gabinetes para a transição, mesmo antes de ser oficialmente nomeada.

Indicado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública pelo presidente eleito, o juiz Sérgio Moro deverá ganhar um cargo na transição. O juiz estará em Brasília nesta quarta-feira para as primeiras reuniões com o futuro governo. Como está de férias, não se sabe ainda se Moro será voluntário ou ganhará um cargo com remuneração. Caso ele opte por um cargo com remuneração, ele terá de abrir mão do salário de juiz.

Nos próximos dias outros nomes deverão ser anunciados, entre eles o engenheiro Marcelo Sampaio Cunha Filho, servidor público lotado na Casa Civil, e o ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Elifas Chaves do Amaral.

Na segunda feira, 5, foram divulgados os primeiros 27 nomes da equipe. A remuneração ds integrantes remunerados vai variar entre R$ 2.585 a R$ 16.215. Onyx Lorenzoni (DEM-RS), confirmado para ser o ministro da Casa Civil,  foi designado coordenador da transição. Também foram nomeados para essa etapa os futuros ministros da Economia, Paulo Guedes, da Defesa, Augusto Heleno, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Eles atuam como coordenadores dos grupos temáticos correspondentes às suas áreas.

Dez grupos temáticos já foram nomeados. Entre eles, áreas como modernização do Estado, saúde e desenvolvimento social. Várias equipes já tiveram reuniões ontem ao longo do dia no CCBB, por onde passaram Lorenzoni, Pontes e representantes do grupo de economistas que assessora Paulo Guedes, como Adolfo Sachsida e Alexandre Iwata. Responsável pela área de educação, o tenente-coronel da reserva Paulo Roberto também reuniu equipes no local. Nesta quarta, o presidente eleito Bolsonaro e o “superministro” Guedes também terão reuniões com as equipes de transição no CCBB.

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