Menino da Rocinha realiza sonho e encontra ídolo Djokovic seis anos após ação social

Sérvio esteve no Rio de Janeiro em 2012 e participou da inauguração da Escolinha Fabiano de Paula na comunidade. Lá surgiram novos talentos do tênis, como Valtinho, de 12 anos

Há seis anos, Novak Djokovic desembarcou no Rio de Janeiro pela primeira vez. E, entre os compromissos na cidade, o então número 1 do mundo aproveitou a ocasião para ser padrinho na inauguração de uma quadra de tênis, na favela da Rocinha. De lá para cá, surgiram novos talentos na comunidade. Entre eles, Valter Albuquerque, o Valtinho, que com apenas 12 anos coleciona algumas conquistas e treina para se tornar profissional. Tudo por causa da ação de seu ídolo, que lhe abriu as portas para o esporte.

Até hoje, Valtinho treina na quadra da Rocinha. Gerenciada pelo tenista Fabiano de Paula, que também cresceu na comunidade, o garoto chamou a atenção nas disputas do torneio Winners, projeto do Rio Open em parceria com projetos sociais. Foi vice-campeão em 2017 na sua categoria, pôde treinar na IMG, na Flórida, uma das academias mais importantes do mundo, passou a integrar o time da Tennis Route, centro de treinamento de tênis no Rio, e conquistou o título do Winners esse ano, recebendo o troféu das mãos de Dominic Thiem.

Djokovic dificilmente imaginaria que ter aberto aquela quadra, mesmo que simbolicamente, poderia transformar tanto as vidas de alguns moradores ali da comunidade. Valtinho, menino educado, estudioso e talentoso para o tênis, é apenas um deles. Em setembro, ganhou a oportunidade de viajar a Chicago, nos Estados Unidos, para conhecer o ídolo e assistí-lo na Laver Cup, torneio amistoso que reunia outros grandes nomes como Roger Federer.

– Eu me lembro bem da Rocinha. Eu me lembro de 2012, da primeira vez que fui ao Brasil com o Guga (Kuerten). Por vários dias, jogamos juntos, e fomos visitar a Rocinha e me lembro de como as pessoas falavam da dificuldade que existia dois anos antes de se chegar ao topo da favela. E ver e experimentar esse tipo de cricunstâncias em que as pessoas vivem naquela favela e ter garotos incríveis como o Valter, que estava lá, para a abertura de uma quadra de tênis. E ver ele sorrir, ver o quanto ele gosta de tênis, me lembrou do meu início… Eu pude ver nos olhos dele que ele estava gostando de estar aqui, de segurar a raquete. Vocês estão inspirando ele e a família dele e ele inspira muito gente ao redor dele. Porque mesmo que ele não diga uma palavra, eu posso sentir a energia dele. Eu vou seguir acompanhando ele de perto – disse Djokovic em entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular.

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