Advogados de Lula vão entrar com novo habeas corpus

Aproveitando um fato de o juiz Sérgio Moro ter aceito assumir a pasta do Ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, a  defesa de Lula prepara um habeas corpus repetindo o mantra de que Lula é preso político e o juiz Sérgio Moro é parcial

Segundo informações, os advogados vão alegar que a ida de Moro para o ministério comprova a tese de que o juiz foi parcial e tinha motivações políticas para condenar o ex-presidente e tirá-lo da corrida presidencial. O Habeas Corpus deve ser encaminhado aos tribunais superiores.

Um dos argumentos a ser utilizado pela defesa seria a declaração do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, que teria dito que o convite a Moro teria sido feito ainda durante a campanha eleitoral. Esse fato foi negado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, que disse ainda que “se o PT está contra a nomeação de Sérgio Moro, é porque estamos no caminho certo”.

Os petistas reclamam ainda que o juiz liberou a delação do ex-ministro Antonio Palocci, cujo principal alvo é Lula, apenas seis dias antes do primeiro turno das eleições. Advogados de Lula vão explorar a essa delação para reforçar a narrativa nefasta contra Sérgio Moro, apesar de essa declaração não condizer com a verdade, uma vez que Lula não saiu candidato a nenhum cargo e a delação não teve nenhum efeito sobre a eleição.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que integra a defesa do ex-presidente disse que Moro deve se afastar imediatamente de todos os processos que envolvam Lula. Em nota enviada na manhã de hoje à imprensa, o juiz Sérgio Moro disse que se afastará imediatamente do cargo e a juíza substituta Gabriela Hard ficará responsável pela audiência de Lula no segundo processo que corre contra ele na justiça.

Dilma Rousseff também aproveitou a carona de seus correligionários para alimentar a falsa narrativa do golpe. Segundo ela, a liberação da delação prejudicou sua candidatura ao Senado por Minas Gerais e a do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad. Eles exploram isso como se a população não tivesse o direito de conhecer a verdade dos fatos.

Fernando Haddad continua com a mesma narrativa confusa e ininteligível, culpando a elite pela derrota. Segundo ele, a elite brasileira não compreende o conceito de república e o significado da escolha de Moro ficará por conta da imprensa e entidades internacionais.

“Se o conceito de democracia já escapa a nossa elite, muito mais o conceito de república. O significado da indicação de Sérgio Moro para Ministro da Justiça só será compreendido pela mídia e fóruns internacionais”, escreveu Haddad.

O ex-ministro da Justiça Tarso Genro, também aproveitou a deixa para destilar o seu rancor. Ignorando completamente a tese de que contra fatos não há argumentos, ele disse que ao aceitar o convite Moro confirma suspeitas de que conduziu o processo de Lula de forma parcial.

“Apenas confirma as suspeitas sobre a sua isenção, como Juiz, nos processos lawfare encetados contra Lula. Repito, não pelo fato de ter aceito tecnicamente as denúncias do Ministério Público, que seriam atos normais de jurisdição, mas pelas formas altamente politizadas e tecnicamente manipuladas com que conduziu os processos e pelas ilegalidades de forma e conteúdo que cometeu na condução dos mesmos”, disse Tarso.

Compartilhar:

0 Comentário(s)

Deixar Comentário

Login

Bem-vindo! Faça o login na sua conta

Lembrar-me Perdeu a senha?

Lost Password

WhatsApp Chat
Enviar Mensagem