Obama ecoa slogan de sua campanha em palestra no Brasil

Matéria publicada nesta sexta-feira (6) pelo jornal norte-americano The New York Times conta que o ex-presidente Barack Obama disse na quinta-feira (5) aos líderes empresariais no Brasil que se arrependeu de não ter conseguido fazer mais para remediar a política profundamente polarizada dos Estados Unidos enquanto estava no cargo.

Obama não mencionou o nome de seu sucessor e não conseguiu discutir a turbulência que aflige o governo do presidente Trump, relata o NYT. 

Segundo a reportagem o ex-presidente também não mostrou os esforços da administração Trump para reverter a reconciliação que ele negociou com Cuba em 2014, uma iniciativa política que foi saudada em toda a América Latina.

O noticiário acrescenta que Obama deu pelo menos 10 discursos pagos desde que saiu do cargo de presidente dos EUA
O noticiário acrescenta que Obama deu pelo menos 10 discursos pagos desde que saiu do cargo de presidente dos EUA

“O meu maior arrependimento foi não ter conseguido diminuir as diferenças que emergiram na nossa política tanto quanto eu queria”, disse Obama a uma plateia de cerca de 1.000 pessoas que pagaram de US $ 1.500 a US $ 2.400 para o ouvir falar, informa Times.

O noticiário acrescenta que Obama deu pelo menos 10 discursos pagos desde que saiu do cargo de presidente dos EUA, cobrando cerca de US $ 400.000 por aparição Ele esteve em Montreal, Itália e Indonésia nos últimos meses. Um porta-voz declinou dizer o quanto ele foi pago por este discurso.

Seu discurso de 23 minutos em São Paulo, capital financeira do Brasil, foi intitulado “Change the World” Sim, você pode “, ecoando o slogan da campanha de 2008,” Sim, podemos”.

Obama fez apenas referências fugazes aos escândalos de corrupção que atravessaram o Brasil nos últimos anos, atraindo dezenas de políticos e líderes empresariais em uma ampla investigação de corrupção. Os líderes políticos “devem ser responsabilizados”, disse Obama, sem se aprofundar.

O evento, patrocinado pelo banco espanhol Santander e os conglomerados de mídia brasileiros Valor e Globo, atraiu principalmente banqueiros e outros empresários, de acordo com o NYT.

Para os brasileiros, foi uma oportunidade para ver um estadista que foi amplamente admirado aqui quando era presidente e cuja mensagem sobre superar divisões políticas ressoa poderosamente em um país que sofreu anos de revolta neste setor, analisa o texto.

Grupos de interesse público expressaram desapontamento com a velocidade com que Obama cobrava depois de deixar o cargo. Um recente discurso pago por uma empresa de Wall Street mostrou desprezo, conclui.

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FONTE:  The New York Times/TERRA.COM.BR

POSTAGEM: SANDRA SERAFIM

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