Promotoria dos EUA pede dez anos de prisão para José Maria Marin

Segundo acusação, ex-presidente da CBF teria crimes para 24 anos de detenção. Justiça ainda irá divulgar sentença na semana que vem

O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, 86, pode ser condenado a dez anos de prisão pelo Fifagate, maior escândalo de corrupção da história do futebol. Essa foi a pena pedida pela promotoria dos Estados Unidos em ação que apura crimes de corrupção na Fifa.

Segundo a acusação, Marin poderia pegar até 24 anos de prisão. No entanto, devido à idade avançada do cartola, o período foi reduzido.

A informação é do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A sentença ainda será dada pela Justiça na próxima quarta-feira (22).

Marin foi condenado em dezembro de 2017 em seis das sete acusações que respondia em processo da Justiça Federal dos Estados Unidos. O dirigente só foi inocentado da acusação de lavagem de dinheiro na venda de direitos de TV da Copa do Brasil. Desde então, o brasileiro está em prisão federal em Nova York aguardando a sua sentença.

O dirigente brasileiro é acusado de receber aproximadamente US$ 2,7 milhões (R$ 8,9 milhões) em pagamento de propinas relativas à venda de direitos de televisão da Libertadores e Copa América.

A estratégia da defesa de Marin foi negar todas as acusações e distanciar o cliente da função de principal articulador dentro da própria CBF. Segundo os advogados, Marin atuava como ‘rei’, mas Marco Polo del Nero era o ‘presidente do futebol brasileiro’. Del Nero, também afastado do futebol pela Fifa, nega que tenha participado do esquema.

Recentemente, o cartola voltou a estar envolvido em denúncia de corrupção no futebol. Segundo a Fifa, mesmo da prisão, Marin ainda manobrava esquemas de pagamento de propinas no futebol.

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