EUA – Mulher é presa por contrabandear mexicana para “barriga de aluguel” e trabalho forçado na FL

Uma moradora de Jacksonville (FL) pode pegar uma pena máxima de 20 anos de prisão por contrabando de uma imigrante mexicana para os Estados Unidos e por colocá-la em trabalho forçado.

Esthela Clark, 47 anos, declarou-se culpada das acusações federais na última segunda-feira, 27 de março, e admitiu que pagou cerca de $3 mil dólares para trazer uma mexicana ilegalmente através da fronteira para servir de “barriga de aluguel”, de acordo com o advogado W. Stephen Muldrow.

Em 2015, Clark foi indiciada por acusações de fomentar o tráfico de escravos, condução e abrigo de imigrantes, tráfico sexual de crianças e trabalho forçado.Seu advogado solicitou uma audiência de competência e ela foi julgada competente para a acusação.

 De acordo com o relatório judicial, Clark pagou os chamados coiotes para contrabandear a mulher para os Estados Unidos, assegurando-lhe que seria para maternidade “de aluguel” e que ela seria supervisionada por médicos, mas forçou a mulher a trabalho doméstico por meio de abuso físico e psicológico.

De acordo com os documentos do tribunal, a mulher tentou fazer com que a vítima engravidasse do seu namorado usando seringas contendo o esperma tirado dos preservativos usados. Além dessas tentativas, ela ainda obrigou a mexicana “YL” a ter relações sexuais com dois estranhos através de ameaças de força e coerção.

Clark mantinha a mulher isolada e sem contato com a sua família, além de limitar sua alimentação somente em feijões, o que fez com que ela perdesse cerca de 65 libras.

Além disso, a acusada tentou extorquir a família da vítima cobrando o custo que ela pagara ao contrabandista, acrescido de juros.

Os promotores disseram que o abuso durou dois anos até que alguém que conhecia a vítima através da Igreja de Celebração a viu “lavando carros em dia muito frio com roupas insuficientes e achou o comportamento estranho”, percebeu sinais de abuso físico e chamou a polícia.

Esthela Clark pode pegar pena máxima de 20 anos na prisão federal. A data da condenação ainda não foi definida.

O caso foi investigado pelas autoridades de imigração do US Immigration and Customs Enforcement da Homeland Security Investigations.

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Fonte: Local 10.

POSTAGEM: SANDRA SERAFIM

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