Programa federal coloca aplicação da imigração nas mãos de policiais locais em Bensalem (PA)

A polícia de Bensalem (Pensilvânia) está se juntando a uma iniciativa que permite que oficiais locais possam agir com status de agente e deter pessoas pelo simples fato de suspeitarem que elas estão ilegalmente nos Estados Unidos e depois comunicar aos agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE).

O programa 287 (g) ficou adormecido e com poucos recursos durante a administração do presidente Barack Obama, mas ressuscitou depois que Donald Trump assumiu a presidência. Até o momento, pelo menos 29 cidades e condados em todo o país se juntaram ao programa desde janeiro de 2017.

Para os defensores do 287g, como o diretor de Segurança Pública de Bensalem, Fred Harran, é um programa valioso para manter criminosos fora da rua. Mas outros dizem que isso pode prejudicar a confiança na aplicação da lei e destruir as famílias.

Harran afirma que Bensalem já tentou se juntar ao programa durante a administração de Obama, mas no ano de 2012, o financiamento foi cortado.

Os oficiais que são arrolados como agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE), como parte do programa, estão autorizados a pesquisar o status de imigração daqueles que estão sob custódia, acessando bancos de dados da agência federal.

Harran afirmou que quer entrar no programa para proteger a sua região, principalmente dos imigrantes que cometem crimes, “incluindo pequenos delitos e que são liberados para cometer outros crimes”.

“Nós não estamos aqui para sermos oficiais de imigração, nem colocar o meu pessoal para ficar do lado de fora de supermercados ou entrar em restaurantes à procura de pessoas que aparentem ser de outro país e questioná-las sobre o status imigratório”, disse Harran.

Ele destaca que esta nunca foi a intenção da parceria com o programa. “A intenção é sermos uma ferramenta para prevenir o crime, impedir o imigrante criminoso de agir novamente e proteger a nossa comunidade”, acrescenta.

Para estarem aptos a atuar como agentes de imigração, os oficiais devem frequentar até aulas de diversidade como parte do treinamento.

O secretário ressaltou, ainda, que o programa não aceita que as detenções aconteçam por motivos de perfis raciais. “Se houver alguma evidência de que um oficial deteve alguém apenas por suspeitar que ele ´´e de outro país, o oficial e o departamento terá sua autoridade ou acordo rescindindo”, continua.

A ativista comunitária de Bensalem, Theresa Conejo, disse que vê o programa de maneira preocupante. Ela é uma das 191 pessoas que assinaram uma petição online que se opõe ao esforço do município para se juntar ao programa. “Ele (287g) correi a confiança das comunidades imigrantes na aplicação da lei, então em vez de aproximar as comunidades, o programa vai afastar”, afirma ela, que é membro do Bucks County NAACP e a Coalizão de Imigração e Cidadania da Pensilvânia.

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