Grupos protestam contra detenção de imigrantes indocumentados

Uma imigrante que vive há 20 anos no condado de Clay, em Indiana, foi o foco do manifesto

Sonia Avile foi levada por agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE), semana passada, de sua casa em Indianápolis (Indiana) depois de quase duas décadas morando nos Estados Unidos. Ela viajou mais de 80 quilômetros até a cadeia do Condado de Clay, onde está mantida como uma imigrante indocumentada.

Revoltados com a situação, cerca de 40 pessoas realizam um protesto em frente ao Clay County Justice Center, onde também funciona o escritório do xerife do condado. O manifesto aconteceu no dia 09 e os manifestantes gritavam que “as autoridades não estão dando a justiça devida para Avile e milhares de pessoas como ela”.

Eles participaram de uma vigília de oração em apoio à mulher natural de El Salvador que tem três filhos nascidos nos Estados Unidos. O manifesto pedia também pelos milhares de imigrantes que estão sendo detidos por agentes do ICE sem terem recordes criminais.

“É nosso dever lutar por nossas famílias, vizinhos e comunidades, à medida que são aterrorizadas pela atual administração Trump”, disse o palestrante Gurt Masterson, de Indianápolis.

“Avile ajudou a fundar a Igreja Iglesia Amigos no lado leste da capital e “é muito mais um membro da comunidade e cidadã do que eu já fui. Ela deve ser tratada como tal”, disse Masterson, membro do sindicato dos trabalhadores dos serviços Unite Here.

A irmã Barbara Battista, das Irmãs da Providência, em St. Mary-of-the-Woods, disse que o grupo se reuniu para dizer: “As famílias primeiro”. Elas e o grupo Faith em Indiana patrocinaram a vigília para enviar várias mensagens.

“Uma mensagem é a de apoio para Avile e sua família. O outro é dizer aos nossos líderes em Washington que aqui em Indiana deve-se respeite as famílias, respeite as crianças, apoie o bem-estar de membros que contribuem com trabalho duro para a nossa comunidade”, disse a irmã. “Nós, as pessoas, não apoiamos o desmembramento das famílias”.

Decisões tomadas no mais alto nível de governo “desonram o tecido moral deste país”, disse Battista. “Quando agentes do ICE arrancam uma mãe de seus filhos e quando ficamos parados enquanto esta limpeza étnica ocorre em nossa comunidade, estamos nos afastando da verdadeira justiça”.

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