GMB participa de Dia de Ação contra separação de famílias

O Grupo Mulher Brasileira vai participar nesta sexta-feira, dia 1º de junho do Dia Nacional de Ação para exigir da administração federal o fim da separação de famílias, principalmente as crianças que são retiradas das mães e mandadas para um centro de detenção em Illinois. Nos próximos dias, use as harshtags #OndeEstãoasCrianças – #WhereAreTheChildren e#FamíliasFicamJuntas – #FamiliesBelongTogetherna sua midia social e converse com sua família e amigos sobre isso.

A campanha é coordenada a nível nacional por dezenas de organizações, entre elas a Aliança Nacional das Trabalhadoras Domésticas (NDWA), da qual o GMB faz parte, e o Sindicato das Liberdades Civis (ACLU).

O movimento cresceu após o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos admitir durante reunião no Senado federal que a agência perdera contato com 1.475 crianças e adolescentes que foram separados de suas famílias pela imigração (ICE). Segundo Steven Wagner, funcionário do Departamento, entre outubro e dezembro do ano passado7.635 crianças foram colocadas com famílias provisórias. Uma recontagem só localizou 6.075. Segundo Steven, 28 crianças fugiram, cinco foram deportadas e 52 estavam vivendo com outra família. O restante, 1.475, não foi localizada.

Ao mesmo tempo, pesquisa da ACLU, cobrindo o período de 2009-2014, e feita em colaboração com a Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Chicago, revela que a polícia de fronteira é negligente e abusiva com as crianças.

“Temos de exigir o fim desta política cruel, desumana e ilegal do governo”, disse Heloisa Maria Galvão, diretora do Grupo Mulher Brasileira, alertando que o atual governo em Washington oficializou a separação das famílias, principalmente de menores quando o Procurador Geral Jeff Sessions anunciou, mês passado, uma política de “tolerância zero” com as crianças atravessando a fronteira e ameaçou os pais com a separação.

“É preciso denunciar e contar estas histórias de terror. O Grupo Mulher Brasileira quer levantar histórias de separação”, disse Heloisa. Ela quer que famílias brasileiras com filhos que atravessaram a fronteira sozinhos e foram presos pela imigração procurem o GMB. “Não precisamos de nomes, identificar pessoas ou localizar as famílias. Queremos ouvir a história. O que aconteceu na travessia e quando a criança foi detida e separada do adulto com quem viajava?” Heloisa frisa ser necessário “denunciar estes casos e isso só podemos fazer se as mães destas crianças denunciarem o que está acontecendo”.

O Grupo Mulher Brasileira pode ser contactado pelo telefone 617-202-5775 ou pelo email heloisa@verdeamarelo.org ou pelo Facebook: www.facebook.com/BrazilianWomensGroup/.

 

 

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