Aloysio Nunes vai aos EUA por crianças brasileiras separadas

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, viaja aos Estados Unidos, nesta quarta-feira, para tentar resolver o caso das famílias brasileiras que foram separadas ao tentar entrar ilegalmente no país.

Segundo o ministro, ele e outros 10 cônsules brasileiros nos Estados Unidos farão uma avaliação da situação das 51 crianças brasileiras que foram separadas dos pais, no mês passado. A separação fazia parte da nova política migratória proposta pelo governo americano. Mais de 3.500 crianças foram separadas de seus pais e levadas a centros de detenções de imigrantes. Os relatos de maltrato e de agressões psicológicas assustaram a comunidade internacional e os próprios Estados Unidos. Pressionado, o governo americano revogou a nova política migratória, mas ainda não reuniu boa parte das famílias imigrantes.

Na semana passada, o vice-presidente americano, Mike Pence, visitou o Brasil, e se encontrou com Aloysio e com o presidente Michel Temer. A diplomacia brasileira preferiu oferecer ajuda ao governo americano, e não cobrar soluções imediatas. Durante o encontro, Temer afirmou que o país poderia se responsabilizar pela volta das crianças ao Brasil.

Na semana passada, o ministro afirmou, em entrevista ao canal SBT, que sua viagem seria para avaliar a situação das crianças, mas que não necessariamente as traria de volta. “Se as pessoas foram para lá correndo risco, é porque elas querem ficar nos Estados Unidos”. “Nós não podemos impor a criança nenhuma uma solução independentemente da decisão dos pais, dos responsáveis”, afirmou.

Enquanto isso, as famílias continuam separadas. Também na semana passada, uma matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo mostrou o caso da mãe Lídia Karine Souza, estava separada há mais de um mês de seu filho de nove anos. Segundo ela, as autoridades locais teriam prometido leva-la ao seu filho, mas que conseguiu vê-lo por somente alguns momentos, antes de ser novamente separada. Na entrevista, Lídia afirmou que deixou a cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais, por conta da violência e do medo de criar seu filho por lá.

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