EUA – Mãe de aluno arrastado em escola americana pede investigação

Após aparecer em uma foto supostamente arrastando uma criança de 4 anos numa escola em Ohio, nos Estados Unidos, a professora Jenn Lohr foi demitida. Mas a mãe do aluno não está satisfeita e procurou um escritório de advocacia para investigar o caso. A cena foi registrada por uma funcionária da escola.

A professora, contudo, defendeu sua versão. Lohr negou a acusação em seu perfil no Facebook e disse que o aluno, comumente agitado, tem problemas em controlar sentimentos, em especial, a raiva. Segundo Lohr, o menino da foto tem “problemas emocionais” e que, naquela segunda-feira, ele estava agitado desde cedo.

“Para aqueles que acreditam em mim… Uma imagem vale mil palavras, até que mil palavras sejam ditas!”, escreveu a professora na rede social. Ela acrescentou ainda a hashtag “#truthbetold”, que significa, em português, “verdade seja dita”.

Stevelyn Jackson, mãe do menino, acionou um escritório de advocacia para investigar o incidente na escola Youngstown, da organização Alta Care Group, para que sejam tomadas as medidas legais cabíveis.

“Jackson e seu filho ficaram extremamente traumatizados pelo comportamento inexplicável, inapropriado e que pode ser ilegal”, afirmou o advogado David Betras. “Tenho certeza de que ninguém ficaria surpreso ao saber que o filho dela está amendrontado e não quer retornar para a escola. O dano psicológico que ele sofreu poderia durar por anos e impactar negativamente tanto sua carreira acadêmica quanto toda sua vida”, acrescentou.

Joseph Shorokey, presidente da Alta Care Group, afirmou que a atitude da professora não reflete os valores do programa de ensino ou os padrões de excelência da instituição.

“Ele não queria entrar na escola, então ficou sentado no chão do lado de fora”, disse em entrevista a um jornal local. Segundo a professora, mesmo que ele depois tenha ido para a sala de aula, o aluno continuou a não se comportar bem e foi retirado por um funcionário, só retornando para a hora da soneca. No entanto, Lohr contou que o menino não se acalmou. Por isso, o levou para o corredor, onde ele começou a correr.

“Eu fiquei dizendo para ele: ‘pare, pare, vamos conversar sobre isso e descobrir o que está acontecendo”, afirmou Lohr, ressaltando que, enquanto o levava de volta para a sala, a criança começou a lhe desferir golpes. Foi nesse momento que, segundo ela, o menino deitou no chão, ela segurou seu pulso e começou a falar com ele.

“Ele não queria se levantar e não parava de gritar, então fiquei conversando e dizendo que ele precisava levantar e caminhar comigo para a sala”, disse. Embora tenha concluído seu dia de trabalho normalmente, na última quinta-feira, ela recebeu a rescisão por escrito, emitida na terça-feira.

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POSTAGEM: SANDRA SERAFIM

FONTE: EXTRA GLOBO

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