EUA – ICE concede prazo a brasileiro após ordem de deportação

O Serviço de Imigração e Alfândega (Immigration and Customs Enforcement -ICE) concedeu um período a mais de três meses para o brasileiro Nestor Marchi, 59 anos, permanecer nos Estados Unidos, de acordo com um comunicado de imprensa da McKinney Immigration Law Firm.

Marchi teria que deixar o país até o dia 15 de junho por decisão da imigração dada em março. Nesta terça, 16, ele foi informado da concessão do tempo a mais para que possa dar continuidade aos cuidados médicos e tenha tempo para providenciar a transição do tratamento dos Estados Unidos para o Brasil.

“Não temos certeza se três meses será o suficiente para realizar o objetivo, mas estamos entusiasmados pelo ICE ter dado esse tempo para tentarmos”, afirmou o advogado de Marchi, Jeremy McKinney.

No pedido contra a remoção de Marchi enviado à imigração, o advogado sustentou duas bases principais: a do estado de saúde frágil, que inclui insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão e diabetes, e que seria muito mais difícil de serem tratadas no Brasil; e a segunda que é a possibilidade recente de o brasileiro obter a cidadania através do filho, Andy Marchi, que casou recentemente com uma cidadã americana e terá concedida a residência permanente em questão de meses, podendo posteriormente aplicar o pedido para o pai.

Caso deixe os EUA, ele poderá ficar impedido de retornar ao país por uma década. Segundo o advogado, a família já entrou em contato no Brasil para estabelecer consultas e transferir as informações médicas.

Marchi está sob supervisão do ICE desde 2006, após uma batida da imigração em seu local de trabalho. Ele foi detido por ter ultrapassado o tempo de permanência e foi condenado à deportação em 2006.

Porém, o Departamento de Segurança Interna escolheu não cumprir a ordem de deportação porque Marchi tinha fortes laços comunitários e pela falta de antecedentes criminais.Ele foi autorizado a permanecer e obteve autorização de trabalho sob uma ordem de supervisão, que exigia check-ins anuais.Nos últimos 10 anos, ele seguiu essas regras sem incidentes.

Entenda o caso

O brasileiro é do Rio Grande do Sul e vive como indocumentado nos EUA com sua família há mais de 20 anos. Embora tenha conseguido há mais de 10 anos uma permissão da imigração para trabalhar, em março deste ano, em sua última apresentação ao US Immigration and Customs Enforcement( ICE) na Carolina do Norte, teve a ordem de deportação expedida.

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POSTAGEM: SANDRA SERAFIM

Com informações de Greensboro News.

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