EUA – Estudantes realizam “Dia sem Imigrante” em Brookline (MA)

Da redação –  Segunda, dia 15, marcou o “Dia sem Imigrantes” na Sagamore High Scool, em Brookline (Massachusetts), e foi destinado a mostrar para a comunidade escolar como os imigrantes são importantes para a vida diária das pessoas.

Durante o evento, várias turmas se reuniram para testemunhar uma série de discursos de estrangeiros ligados que tinham alguma conexão com a escola. Junior Vicka Ter-Ovanesyan iniciou o evento dando algumas informações e enfatizando que existem muitos imigrantes na escola e que as histórias deles são importantes. O primeiro a falar foi o brasileiro Cairo Mendes, líder da organização “Student Immigrantion Movement”, um grupo que ajuda jovens imigrantes em todo o estado de Massachusetts.

Ele imigrou do Brasil quando tinha nove anos de idade, foi trazido para os Estados Unidos pelos pais e sofreu dificuldades quando chegou. Em seu discurso, ele disse que a deportação era um medo que assustava a sua família, no início, e seu pai voltou para o Brasil a fim de escapar da imigração. Desde então, Mendes dedicou grande parte de sua vida a ajudar a parar a deportação e apoiar os imigrantes através do SIM, e agora é graduou-se em Economia e Ciências Políticas na Universidade de Massachusetts, em Boston.

Terminou seu discurso com uma frase curta, mas poderosa: “Os imigrantes são a espinha dorsal deste país.” A segunda oradora foi a professora de espanhol Marta Fuertes. Seu discurso tomou um tom diferente do de Mendes, e ela disse ao público que nem todas as histórias de imigrantes estão cheias de dificuldades e perigo, mas que eles são todos importantes. Fuertes disse que ela imigrou para os Estados Unidos, vindo da Espanha, com seu marido, um cidadão norte-americano.

Ela disse que o processo não foi particularmente difícil e como resultado, ela sente que pode se identificar com uma certa nacionalidade. Ela concluiu afirmando que mesmo os imigrantes que vêm de situações “confortáveis” têm histórias para contar e devem ter oportunidade de relatar suas histórias. A próxima a falar foi a senior Valentina Rojas, que é originária da Colômbia. Ela disse que teve muitas dificuldades em seu país de origem e que tem uma história familiar tumultuada, incluindo o sequestro de seu avô. Rojas mudou-se para a Alemanha quando era criança e depois para San Diego, na Califórnia, onde sentiu que tinha que escolher entre sair com crianças brancas ou latinas. Ela disse que às vezes, em San Diego, sentia o desejo de esquecer sua cultura e herança e acredita que mais imigrantes devem estar dispostos a abraçar a sua língua nativa e a cultura de sua terra natal. Rojas disse que depois de um processo longo e difícil, obteve seu Green Card em dezembro passado, permitindo que ela se candidate às faculdades como residente permanente. A colombiana fechou seu discurso agradecendo à mãe por ajudá-la em todos os aspectos de sua vida.

O penúltimo orador foi o professor de espanhol Pedro Mendez, que se mudou para os Estados Unidos, do México. Ele conheceu sua esposa em seu país natal, em 2001, e decidiu se mudar com ela. Mendez relatou que tomou aulas de inglês assim que chegou e conheceu muitos outros imigrantes de vários países com histórias únicas e interessantes. Ela enfatizou que mudar é uma parte normal da vida e deve ser tratado como tal pela sociedade. O último a falar foi José Mérida que viveu na Guatemala durante a sua infância, mas sua família foi forçada a passar de uma influência relativa em seu país de origem a uma vida de dificuldade nos Estados Unidos para salvar sua irmãzinha de uma doença. Depois de um ano em terras norte-americanas, os vistos de sua família expiraram, tornando-os imigrantes indocumentados. Mérida viveu em Revere durante durete o período que cursou o ensino médio e observou que vários de seus colegas de classe, também hispânicos, “desapareceram” no meio de um ano escolar, muito provavelmente um resultado da deportação. Depois de se mudar para a Brookline, ele disse que começou a se sentir menos como um imigrante e mais como um cidadão comum.

O jovem se tornou o primeiro em sua família a ir para a faculdade e acabou o seu primeiro ano na Framingham State University, onde se envolveu em várias organizações ao redor do campus. Terminou seu discurso dizendo, “seja a mudança que este país precisa.”

Todos os cinco oradores receberam aplausos entusiásticos da plateia após a conclusão de seus discursos. Ter-Ovanesian fechou a assembleia com outro lembrete sobre a importância dos imigrantes na comunidade.

COMPARTILHE

POSTAGEM: SANDRA SERAFIM

Compartilhar:

0 Comentário(s)

Deixar Comentário

Login

Bem-vindo! Faça o login na sua conta

Lembrar-me Perdeu a senha?

Lost Password