EUA – 10 anos após assassinato de major americano, Congressista luta por julgamento de brasileira

REDAÇÃO – O Congressista Tim Ryan lembra os 10 anos da morte do Major Karl Hoerig, da reserva das forças aéreas dos Estados Unidos um veterano com quase 200 milhões de combate no Iraque e Afeganistão. No dia 15 de março de 2007, ele foi encontrado assassinado pela esposa, na época, a brasileira Cláudia Hoerig. Após o crime, ela fugiu para o Brasil para evitar ser julgada pela justiça norte americana.
“Infelizmente esta data marca um combatente e herói da nossa nação de bem foi ceifada por uma assassina e temos que garantir que ela pague pelo seu crime. Cláudia deve ser julgada por crime hediondo”, disse o congressista.
“Mesmo passando-se 10 anos, eu ainda estou comprometido em um desfecho justo e tenho certeza de que a assassina vai ser extradita para o Brasil e receber a setentença que merece”, continuou. Em 31 de julho de 2013, o Brasil revogou a cidadania de Claudia Hoerig – o primeiro passo no processo de extradição para os Estados Unidos para que ela enfrente um julgamento.
O anúncio veio logo após esforços legislativos do congressista Ryan que ganhou uma atenção internacional. Até este ponto, a recusa do Brasil de extraditar qualquer um de seus próprios cidadãos era a principal barreira para a extradição de Claudia. O deputado Ryan pediu ao Brasil que revogasse a cidadania de Cláudia para que o processo de extradição pudesse avançar.
Em abril passado, os juízes do Tribunal Superior do Brasil decidiram, por maioria de três a dois, confirmar a decisão administrativa do Ministério da Justiça que revogou a cidadania brasileira de Claudia Hoerig – permitindo que os procedimentos de extradição avançassem. Os registros criminais mostram que em 15 de março de 2007, o major Karl Hoerig foi encontrado morto em sua casa.
Claudia, sua esposa, foi acusada pelo crime. Três dias antes dele ser encontrado, ela tinha esvaziado a conta bancária do marido, enviou o dinheiro a familiares no Brasil e fugiu dos EUA. Como Karl era um piloto privado da Southwest Airlines, Claudia tinha direito a passagem aérea gratuita.
Ela aproveitou este benefício após o assassinato para fugir. O congressista Ryan sustenta que Claudia Hoerig não deveria mais ser considerada cidadã brasileira, pois renunciou à cidadania brasileira quando estava nos Estados Unidos. O TSJ se aliou ao congressista Ryan e revogou a cidadania brasileira de Claudia, mas ela está apelando dessa decisão.
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POSTAGEM: SANDRA SERAFIM
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