DE ONDE VÊM AS IDEIAS… E A INOVAÇÃO

Sergio Dias é economista com pós – graduação em gerência de projetos e especialização em administração de empresas; consultor de empresas, roteirista, palestrante e instrutor; sócio da Sdias Consultoria Ltda (fundada em 1999); prestador de serviços de consultoria no SEBRAE/RJ, nas áreas de gestão da inovação e planejamento estratégico. Sérgio Dias também é consultor e facilitador de cursos de inovação na FIRJAN e na ANPEI. È vice- presidente da ASSESPRO-RJ, membro do Conselho Empresarial de Inovação da Associação Comercial do Rio de Janeiro e integrou o grupo de trabalho da prefeitura para elaboração do Planejamento Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro e as missões de negócios ao Panamá, Costa Rica, Portugal e Espanha pelo Centro Internacional de Negócios da FIRJAN.

Dando continuidade ao assunto inovação vamos falar sobre as origens das ideias inovadoras. Como elas surgem e como avaliá-las e selecioná-las.

Steven Johnson, autor do livro ¨De onde vêm as boas ideias¨, nos diz que as grandes inovações surgidas não resultaram de talentos prodigiosos ou de mentes superiores isoladas, mas sim, de ambientes propícios onde puderam florescer.

Ambientes onde houvesse colaboração e compartilhamento contínuo de informação.

Portanto, a primeira coisa que o empreendedor tem que prover em sua empresa é um ambiente de colaboração e de troca de informações entre colaboradores. Ou seja, um ambiente inovador.  Somente em ambientes inovadores surgem ideias inovadoras.

Nesses ambientes as pessoas podem criar e produzir ideias sem a ameaça de punição pelo erro  ou de ter sua ideia rejeitada ou desconsiderada. As pessoas que têm maior quantidade de boas ideias  são também as que erram mais.

Houve um tempo em que o colaborador era chamado de funcionário ou de empregado e não tinha direito a opinar sobre a melhor maneira de trabalhar ou mesmo sugerir alguma melhoria no produto, serviço ou no processo.  Não era incomum ouvir do empresário que o empregado era pago para trabalhar e não para pensar.

Hoje, os empreendedores inovadores sabem que seu maior patrimônio é o colaborador e estimulam sua participação no processo de criação de novos produtos, serviços e processos.

Estamos vivendo o tempo da co-criação. Johnson denominou as partes desse conjunto de adjacente possível, ou seja aquela outra pessoa que vai contribuir para enriquecer, complementar e tornar viável sua ideia original. Ideias não aparecem prontas e completas.  Elas evoluem a partir de outras ideias e vão-se aprimorando até atingirem o estágio de maturidade.

Johnson faz uma analogia entre esse adjacente possível com as portas de uma sala. Cada uma porta que você abre, vai dar em outra sala com outras portas e o desdobramento é infinito. Mas não dá para pular salas inteiras, tem que percorrer todo o caminho.

Ele dá exemplos de invenções que não deram certo porque foram desenvolvidas numa época em que os adjacentes possíveis, ou seja, as portas disponíveis para serem abertas, não existiam ou eram insuficientes e inadequadas. Um exemplo dessa teoria é o Youtube, que não teria o sucesso que tem se tivesse sido criado nos anos 80, pois a web não comportava vídeos com as facilidades de hoje e ainda não havia a banda larga. Ou seja, faltavam portas ou adjacentes possíveis para que a ideia do Youtube decolasse.

Isso provavelmente acontece em sua empresa. Muitas ideias não prosperam e não se transformam em inovação por falta de elementos imprescindíveis. É preciso esperar o tempo certo para implementá-las ou prover esses elementos.

Então, a primeira decisão do empreendedor é criar um ambiente propício para o florescimento de ideias que podem se tornar inovações.  Mas isso será o assunto do próximo artigo.

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