“Dr. Bumbum” diz ter sido vítima de atentado; polícia afirma que foi tentativa de prisão

O médico Denis César Barros Furtado, conhecido como “Dr. Bumbum”, disse nesta quinta-feira (19) que demorou quatro dias para se apresentar à polícia para esclarecer as circunstâncias da morte de uma de suas pacientes porque teria sofrido um suposto atentado no último domingo (15).

A polícia, por sua vez, afirmou que o episódio foi uma tentativa que policiais fizeram de prendê-lo. Em uma entrevista à imprensa após ser preso na tarde de hoje, Furtado disse que o fato aconteceu quando ele saía do shopping Downtown, na Barra da Tijuca, e narrou como teria sido a perseguição por homens em um carro descaracterizado. Ele disse que dois tiros foram disparados.

O médico já havia relatado o suposto atentado em um vídeo publicado em sua conta no Instagram momentos antes da prisão. “Sofri um atentado com perseguição de fuzil e tiros. Achei que fosse uma represália da família da vítima”, declarou na gravação. A delegada Adriana Belém, no entanto, afirmou que o que o médico chamou de atentado seria uma tentativa que policiais de sua equipe fizeram para prendê-lo.

Segundo ela, os agentes reconheceram o carro de Furtado e tentaram abordá-lo. Mas eles estavam disfarçados em um veículo não identificado. Isso teria feito com que seguranças do shopping efetuassem disparos acreditando que um crime estivesse ocorrendo. Ninguém ficou ferido no episódio, e Furtado conseguiu deixar o local. Prisão Denis César Barros Furtado e a mãe, Maria de Fátima Barros Furtado, 66, foram presos por policiais militares na tarde desta quinta-feira (19), no interior de um centro empresarial na Barra, e levados para a 16 Delegacia de Polícia do Rio.

A prisão temporária deles por 30 dias já havia sido decretada. Eles e mais duas funcionárias respondem pelos crimes de homicídio doloso e associação criminosa. À imprensa, Furtado disse que a morte da paciente Lilian Calixto, 46, pode ter ocorrido devido a diversos fatores. “Eu me considero inocente”, afirmou. Ele foi acusado pela polícia de ter assumido o risco da morte da vítima por tê-la submetido a um procedimento cirúrgico em sua cobertura na Barra e não em uma instalação médica apropriada.

Furtado argumentou que a cirurgia aconteceu em uma clínica e também afirmou: “É possível realizar o procedimento [cirúrgico] em qualquer área capacitada, onde o médico estiver presente, desde que com a técnica correta”.

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