Brasileiros e norte-americanos se unem pelo sonho de título no Faceit London Major

A união Brasil-Estados Unidos nunca foi tão forte no Counter-Strike: Global Offensive. Com a tendência de equipes internacionais ganhando cada vez mais força, os países deram forma a duas das mais temidas escalações mistas: MIBR e Team Liquid.

A primeira, legitimamente brasileira e reforçada por norte-americanos. A segunda, originalmente dos EUA, mas com as mãos com elementos de verde e amarelo.

Juntas, a dupla se une a atual campeã Cloud9 e a compLexity Gaming no sonho de conquistar o quarto major para os países das Américas. Cercada de desconfiança, a região vê no Faceit London Major uma forma de renascimento.

O embate entre Américas, Europa, Comunidade dos Estados Independentes e Ásia começa nesta quarta-feira (12), em Londres.

CLOUD9

Na contramão de MIBR e Liquid, a Cloud9 aposta em europeus – que mais parecem tapa buracos -, para sua escalação. Depois de perder Jake “Stewie2k” Yip e Tarik “tarik” Celik para os brasileiros, a organização trouxe Martin “Styko” Styk e Maikil “Golden” Selim para completar seu quinteto.

Com a dupla, os norte-americanos só disputaram a Eleague Premier – sendo eliminados após derrotas para Astralis e MIBR. Apesar de não ser nada animador, o resultado representa um time muito diferente – já que o quinteto era recém formado e ainda não havia tido muito tempo de treinamento.

O panorama para o mundial é outro, mas é difícil ver a Cloud9 defendendo o título que conquistou no Eleague Boston Major. Com falta de poder de fogo, Timothy “autimatic” Ta vai sofrer para carregar a C9.

A estreia está marcada para às 16h30, diante da Vega Squadron.

COMPLEXITY GAMING

Campeã do minor norte-americano, a compLexity chega no major como uma grata surpresa. Liderada por Peter “stanislaw” Jarguz, a equipe não estava entre as favoritas para avançar à fase de grupos, mas o fez de maneira convincente.

Com apenas uma derrota – diante da Astralis -, a tradicional organização fez uma das melhores campanhas da primeira etapa, vencendo Space Soldiers, Big Clan e Vega Squadron para se garantir entre os 16 melhores do mundo.

Agora, os adversários são bem mais difíceis e Shahzeeb “ShahZaM” Khan e companhia terão de se desdobrar para garantir o status Legend. Um primeiro passo importante pode ser vencer a oscilante Fnatic, na estreia, às 10h30.

MIBR

Bicampeões mundiais, os brasileiros chegam ao mundial cheios de esperança. A chegada do treinador Janko “YNk” Paunović parece ter recolocado a MIBR nos trilhos e isso foi provado com boas atuações na Zotac Cup Masters e na DreamHack Masters Stockholm.

Com a comunicação aparentemente em dia e com dois bootcamps nas últimas semanas, a MIBR só tem um problema: as adversárias. Os brasileiros se mostraram capazes de vencer a mousesports, mas não conseguiram tirar um mapa da Astralis – franca favorita a levar o major.

O nível de jogo atual é mais promissor do que o da equipe durante o semestre, mas a MIBR já não vive os tempos áureos, onde era o time a ser batido. Hoje, a equipe ainda parece um passo atrás da elite – formada por Astralis, Natus Vincere e FaZe Clan.

Um novo período de treinamento na Europa, pós-Estocolmo, foi o suficiente para colocar Gabriel “FalleN” Toledo e companhia frente a frente com o top 3? Só a fase de grupos do major poderá responder essa questão.

A primeira prova é às 12h, diante da TyLoo.

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